Um pastor e um policial militar foram condenados a mais de oito anos de cadeia cada um. Segundo o Ministério Público (MPES), eles abusaram sexualmente de crianças. José Ramos da Silva Filho, 47 anos, é pastor da Igreja Pentecostal "Deus é Bom Pra Mim". Genivaldo de Azevedo é policial militar do Espírito Santo. São duas pessoas diferentes, com duas histórias iguais e a mesma condenação da justiça.
O pastor, de acordo com os promotores, obrigou uma menina de 12 anos a fazer sexo com ele. E o policial fez o mesmo com um menino de 11 anos. Os abusos foram cometidos entre 2004 e 2008.
Os dois também agiram de forma semelhante para evitar que as vítimas denunciassem. O policial deu à criança computador, máquina fotográfica, televisão, tênis, roupas, video game, perfume... Já o pastor deu à vítima celular, tênis, roupas e balas, e ainda prometeu uma bicicleta de presente de natal.
Sempre que abusava da menina, José Ramos pedia que ela não contasse nada para a mãe, "pois se tratava de uma serva de Deus". Na sentença, o juiz Luiz Guilherme Risso declara não ter dúvida dos crimes cometidos pelo pastor e pelo policial, por isso, cada um pegou mais de oito anos de prisão em regime fechado.
Outras acusações
O pastor também foi denunciado por outras crianças. Na tarde desta sexta-feira (29), ele negou as acusações e disse que já recorreu. José Ramos e Genivaldo são duas pessoas que deveriam estar acima de qualquer suspeita: um por defender a sociedade fisicamente, e o outro por defender a sociedade espiritualmente, porém o pastor já foi condenado, em outro processo, a três anos de prisão por tráfico de drogas.
O policial militar também negou as acusações e recorreu da sentença. Até que se esgotem todas as possibilidades de recurso, os dois vão aguardar em liberdade.