No Rio de Janeiro, bandidos entraram em um quartel do Exército para tentar roubar armas, mas foram impedidos pelo soldado de plantão. Para o Exército, a ocupação dos conjuntos de favelas no subúrbio pode ter motivado a invasão.
A tentativa de roubo aconteceu no batalhão de paraquedistas do Exército, uma das unidades que está fazendo o patrulhamento das favelas dos Complexos do Alemão e da Penha, ocupados pela polícia há duas semanas. Na madrugada de domingo (12), pelo menos dois bandidos invadiram o quartel e trocaram tiros com um soldado que estava na guarita. De acordo com o comandante do batalhão, coronel Antônio Manoel Barros, os criminosos queriam roubar o fuzil do militar.
“Ele fica com um fuzil 762, e há um interesse nesse sentido. Eu poderia adiantar que eles não levaram o fuzil pelo sistema de segurança que nós temos”, afirmou o coronel Antônio Manoel Barros.
O soldado deu 13 tiros em direção aos criminosos, que fugiram sem levar a arma. Peritos do Exército recolheram provas no local do ataque. O Exército investiga se os bandidos entraram por uma passagem no muro.
O soldado Davi Soares de Almeida, de 19 anos, está internado no Hospital Central do Exército. Ele levou um tiro na perna, mas segundo os médicos, está fora de perigo.
No início do ano, no processo de seleção, o jovem falou em uma redação do sonho de entrar no Exército e escreveu: “Estou disposto a dar minha vida para honrar a brigada paraquedista”.
“Nossos soldados do Exército, particularmente aqui nosso soldado, que tem um treinamento especial da brigada paraquedista, o que vai acontecer é isso: eles vão ser recebidos conforme os rigores da lei”, declarou o comandante do batalhão, coronel Antônio Manoel Barros.