X
Policial

Atirador da Liberdade alega legítima defesa

Segundo advogado, Fernando Gouveia pensou que a equipe que chegou em sua casa para interná-lo era, na verdade, um grupo de assaltantes

Compartilhe:

A-

A+

O administrador de empresas Fernando Gouveia, de 33 anos, que baleou três pessoas na manhã desta quinta-feira alegou que agiu em legítima defesa. Após nove horas de negociações, ele saiu da residência na Rua Castro Alves, no bairro da Liberdade, onde estava escondido desde as 8h30 da manhã, e se entregou à polícia.
 
O advogado contratado pelo pai de Fernando para cuidar do caso, Ricardo Martins, contou que o administrador de empresas pensou que a equipe que chegou em sua casa para interná-lo  era, na verdade, um grupo de assaltantes. ?Ele disse que quando as pessoas chegaram, não se apresentaram por esse mandado de internação compulsória. Ele se sentiu ameaçado e até pensou que fosse um assalto. Então, reagiu", explicou Martins. A família de Fernando afirma que ele sofre de esquizofrenia.
 
Sobre o fato de Fernando ter atirado também contra os policiais que chegaram à residência para negociar sua rendição, o advogado explicou que a legítima defesa não está ligada a apenas uma reação, e sim a quantas forem necessárias "para tirar a pessoa da situação de risco". Por isso, afirma o advogado, Fernando teria reagido mais de uma vez.
 
Fernando está preso no 31º DP, em Vila Carrão, Zona Leste, onde ficam presos com nível superior. Ele vai responder por seis tentativas de homicídio. Além de ter baleado um enfermeiro, um oficial de justiça e uma psicóloga ? dona do sobrado onde ocorreu o fato e que morava junto com Fernando ?, o administrador de empresas também atirou contra três policiais, que se defenderam com um escudo.
 
Fernando passou uma noite tranquila na cadeia, de acordo com um carcereiro do 31º DP. Ele não teve qualquer tipo de surto, dormiu normalmente, fez todas as refeições e se manteve calado na cela, disse o funcionário. Ele dividiu o espaço com um professor.
 
Segundo o advogado da mãe do atirador, José Cociolito, a família está "de certa forma aliviada". "Ele precisava de um tratamento e agora vai ter". Cociolito disse também que, apesar de Fernando morar junto com a psicóloga, eles não tinham uma relação afetiva. "Eram apenas amigos."
 
Um arsenal foi encontrado na casa do atirador. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Militar encontrou munições e três armas: uma pistola, uma espingarda calibre 12 e um revólver sete tiros com luneta. Martins diz que Fernando "gostava muito de armas e estudava cada uma delas" e que "todas as armas encontradas estavam em situação regular". Já o advogado da família, Cociolito, afirma que os pais de Fernando não sabiam que o filho tinha armas em casa.
 
Vítimas ? O oficial de Justiça e o enfermeiro baleados por Fernando continuam internados em dois hospitais da cidade. O estado de saúde deles é estável. A psicóloga Silvia Helena Godin, de 45 anos, atingida no rosto, tinha sido transferida para o Hospital São Camilo nesta quinta, mas não teve o quadro de saúde divulgado a pedido da família.
 
O oficial Marcelo Ribeiro de Barros, de 49 anos, foi atingido por um tiro que passou rente ao seu coração e perfurou o pulmão. Atendido inicialmente no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), como as demais vítimas, ele teve um hemorragia grave e os médicos drenaram cerca de um litro de sangue de seu pulmão. No fim da tarde, quando seu estado se estabilizou, ele foi transferido para o Hospital Bandeirantes, na Liberdade, na região central da cidade, onde está em observação.
 
O enfermeiro Márcio Teles de Lima, de 27 anos, foi atingido no rosto e, assim como Silvia, teve o maxilar fraturado. O projétil ficou alojado na sexta vértebra cervical, um pouco abaixo do pescoço. Segundo o último boletim médico do Hospital Alvorada, em Moema, na zona sul, ele deu entrada na unidade às 19h46 e está consciente. (Com Agência Estado)

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Pesquisa de aquidauanense leva TJMS a criar núcleo contra assédio

Iniciativa pioneira

Pesquisa de aquidauanense leva TJMS a criar núcleo contra assédio

Estudo de Fernanda Baldo analisou tribunais de todo o país; trabalho ainda resultou na publicação do livro Cortes Silenciadas

Justiça mantém presa mulher que agrediu cachorrinha em Aquidauana

Audiência de custódia

Justiça mantém presa mulher que agrediu cachorrinha em Aquidauana

Decisão foi tomada nesta quinta-feira, durante audiência de custódia em Aquidauana; Ministério Público havia pedido a conversão da prisão em preventiva

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo