Segunda audiência do caso ouviu testemunhas de defesa no último dia 2 de outubro
Daniele Valentin
Publicado em 05/10/2017 às 11:00
Atualizado em 10/09/2026 às 13:59
A defesa de Thiago Giovani Demarco Sena, 20 anos, e Willian Henrique Larrea, 31 anos, dupla acusada da agressão em lava-jato e morte do adolescente Wesner Moreira da Silva, deve apostar na tese de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A segunda audiência do caso ocorreu no último dia 2 de outubro ouviu as testemunhas de defesa.
Ao todo 12 pessoas prestaram depoimento, destas três foram arroladas pelo Ministério Público, o clínico geral Pedro Paulo Gonçalves, que atendeu o jovem no CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, o médico legista Marco Antônio de Melo que garantiu que houve aproximação do compressor ao corpo da vítima e a assistente social Neide Santos que relatou a conversa que teve com o jovem em que ele negou que a mangueira tivesse sido introduzida no ânus.
Uma nova audiência está marcada para às 15h30 do próximo dia 30. Além das testemunhas que faltaram na segunda audiência, os suspeitos também prestarão depoimento.
Segundo os advogados Francisco Guedes Neto e Assaf Trad Neto, a oitiva foi determinante para esclarecer que não houve a intenção de lesionar ou de matar a vítima.
A defesa ressalta o final do depoimento do perito, em que o profissional afirma que o crime foi praticado com imprudência, negligência e imperícia. Segundo o advogado Francisco Guedes Neto, a afirmação exclui do caso a presença do dolo, ou seja, a vontade de lesionar e matar o menor.
“As provas apontam para a prática do homicídio culposo - onde não há a intenção de matar. A negligência, a imperícia e a imprudência também afasta o dolo eventual”, garante a defesa.
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