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Estelionato e formação de quadrilha

Advogada de Aquidauana é suspeita de aplicar golpe milionário em aposentado

Advogada é esposa de um juiz da capital. Ela é suspeita de criar uma pessoa fictícia para conseguir a liberação de cerca R$ 5 milhões

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Foi presa no início da tarde desta segunda-feira (30), a advogada de Aquidauana Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, suspeita de aplicar um golpe milionário em um aposentado do Rio de Janeiro. O mandado de prisão foi expedido pela juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª vara criminal e cumprido pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) . Emmanuelle é mulher do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior, da 5º Vara de Famílias e Sucessões.

Segundo depoimento de três pessoas presas na semana retrasada tentando transferir dinheiro de um banco com o uso de documentos falsos, Emmanuelle criou uma pessoa fictícia como sendo credora do aposentado na venda de uma fazenda.

Ela, então, entrou com um processo de execução em Campo Grande e conseguiu a liberação de cerca de R$ 5 milhões, depositado em uma conta do escritório dela.

A vítima procurou a polícia que alertou a Justiça sobre documentos falsos usados no processo: uma confissão de dívida e notas promissórias. Ela responde inquérito por estelionato e formação de quadrilha.

Relembre o caso

A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS) abriu um procedimento administrativo pela suspeita de envolvimento de uma advogada com um golpe milionário contra um aposentado. Um grupo de Campo Grande teria conseguido roubar dinheiro da vítima com a venda fictícia de uma fazenda.

Emmanuele aparece no processo como advogada do falso dono da fazenda. Ela pegou quase R$ 4 milhões, sob a justificativa de recebimento de honorário.

José Geraldo, que usava um RG falso, se passando por vendedor da propriedade e outros dois homens foram presos em flagrante tentando fazer a transferência de mais um R$ 1,8 milhão, com uma procuração falsa.

O grupo conseguiu ter acesso ao dinheiro do aposentado Salvador José Monteiro de Barros, do Rio de Janeiro, pela Justiça.

Nesta segunda-feira (30) a OAB/MS divulgou nota de esclarecimento no qual diz que acompanha o caso. Leia na íntegra: 

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), em atendimento ao que determina a Lei 8.906/94, através da Comissão de Defesa e Assistência, está fazendo valer as prerrogativas profissionais da Advogada presa no final da tarde desta segunda-feira (30), por prisão preventiva decretada pela Juíza da 3ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande. A fim de garantir a Sala de Estado Maior, houve o deferimento dessa prerrogativa, garantindo assim o direito da Advogada. 
 
No dia 12 de junho deste ano, a OAB/MS determinou a abertura de procedimento ético disciplinar em desfavor da profissional a fim de verificar a participação da mesma e sua extensão em decorrência dos fatos divulgados pela imprensa, com estrita observância de todas as garantias constitucionais do Contraditório e da Ampla Defesa. 
 
A Ordem reafirma seu compromisso com a ética dos seus profissionais e o incessante combate à corrupção.

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