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Justiça nega liberdade a lutador investigado pela morte do filho de 1 ano

Recurso de habeas corpus foi negado pelo juiz César de Souza Lima

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O juiz César de Souza Lima, da 3ª Vara Criminal de Dourados, negou pedido de habeas corpus ao lutador de MMA Joel Rodrigo Avalo Santos, de 24 anos, investigado pela morte do filho Rodrigo Moura Santos, de apenas 1 ano, ocorrida no dia 16 de agosto. A esposa dele, Jéssica Leite Ribeiro, 21, madrasta da criança, também está presa e assumiu a autoria das lesões que levaram o bebê a morte. A defesa de Joel sustentou que, em síntese, ele não estava em casa no momento das agressões e teria entrado em desespero ao descobrir a morte da criança.

Além disso, reiterou ainda que Jéssica havia se responsabilizado pelos fatos e que ele não tem antecedentes criminais e que não prejudicaria a instrução processual. No entanto, o juiz entende que a segregação de ambos é necessária. “A extrema violência com que agiram, isto é, a gravidade concreta do delito demonstram a periculosidade dos agentes, em clara ameaça à sociedade.  Por isso, necessária a segregação cautelar para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e possibilidade de aplicação da lei”, lê-se nos autos.

OS FATOS

O caso foi descoberto depois que socorristas chamados por Jéssica constataram que o bebê Rodrigo Moura Santos, já morto, tinha hematomas nas costas, cabeça e pescoço, característicos de espancamento. Legistas apontaram o rompimento do fígado como causa da morte. Segundo a polícia, o casal alegou que os hematomas foram provocados na tentativa de reanimar a criança, que desmaiaria por conta das fortes dores hepáticas que sentia. O laudo negou condição pré-existente no fígado. 

Inicialmente, os acusados alegaram que a criança teria se engasgado. A mãe da criança também foi à 2º Delegacia de Polícia local, onde o caso foi registrado, e disse que a filha estava com o pai há nove dias. Ela tem medidas protetivas contra o ex-marido e a mulher dele, justamente por já ter sido agredida, mas não soube informar se a criança sofria violência. Outros familiares dos indiciados serão ouvidos para a conclusão do inquérito e mais pessoas podem responder pelo ocorrido.

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