Alcinópolis
Um fazendeiro de 30 anos, morador de Jales, em São Paulo, e proprietário de uma propriedade rural em Alcinópolis, no Mato Grosso do Sul, foi autuado por manter 433 cabeças de gado sem alimento e água, em uma pastagem totalmente degradada.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental (PMA), que investigou o crime, no dia 4 de fevereiro, os oficiais chegaram até o local após receberem denúncias de possíveis maus-tratos aos animais, em virtude de abandono de gado sem pastagem. Na mesma data, os militares foram até o local e verificaram a veracidade das denúncias.
Todos os animais estavam extremamente debilitados, com partes ósseas expostas, e nove animais já estavam mortos devido à desnutrição. No local, não haviam caixas ou outras formas de disponibilizar água para os animais, e o gado bebia acúmulos em poças de lama, provenientes da enxurrada durante as chuvas. Nos cochos do local, não havia nenhum tipo de alimento.
Diante da situação, a PMA manteve contato com a Agência Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) e os técnicos relataram que, no ano de 2020, a mesma propriedade teve ocorrência relativa ao gado desnutrido. A equipe apreendeu o gado e notificou o proprietário, que não estava no local, a remover o gado imediatamente para outra propriedade ou adquirir ração para os animais, sob pena de poder responder por crime de desobediência e ser autuado novamente.
O infrator foi autuado administrativamente e multado em R$ 216.500,00 por maus tratos aos animais. O autuado também responderá por crime ambiental de maus-tratos, com pena de três meses a um ano de detenção.
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