Execução
Crime ocorreu em novembro do ano passado em Campo Grande
O garagista Carlos Reis de Medeiros de Jesus, 52 anos, vulgo "Alma", foi assassinado por causa de uma herança roubada, conforme aponta investigações da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio). O autor do crime, Thiago Gabriel Martins da Silva, conhecido como "Thiaguinho do PCC" está preso.
Conforme divulgado pelo Campo Grande News, Thiago é filho de José Venceslau Alves da Silva, ou "Celau", homem com extensa ficha criminal e que tinha negócios com o garagista. José, no entendo, morreu em 2020.
Após sair do regime fechado e ir para o semiaberto, Thiago começou a cobrar de Carlos o valor que por "herança" teria direito. No entanto, não teve retorno. Então, Thiago apresentou Vitor Hugo de Oliveira Afonso, vulgo "Primo", para o garagista.
"Primo", que tinha total confiança da vítima, era usado para "monitorar" a rotina de Alma. Com ajuda dele, Thaig teve acesso a todos os devedores do agiota e saber para quem o dinheiro o pai havia emprestado dinheiro.
Ainda conforme o site, "Primo" cobrava os devedores junto com o garagista. Um deles, Ademilson Cramolish Palombo, o "Alemão", devia alta quantia. Em novembro, durante uma das cobranças, o trio (Alma, Thiago e Vitor) teve uma discussão com Palombo, pois o devedor queria pagar R$ 160 mil, valor bem abaixo do devido. O garagista chegou a relatar nessa época para a esposa que sofreu ameaças de morte de Alemão.

Crime - Segundo as investigações, Alma foi assassinado dentro da oficina de Thiago, localizada na Avenida Gunter Hans, com ajuda de funcionários. O corpo foi esquartejado e levado a um local ainda desconhecido.
No dia 30 de novembro de 2021, Alma foi atraído para a oficina para tratar de negócios. Por ser comum o tipo de conversa entre eles, ele não desconfiou. Durante uma discussão, então o garagista foi executado com aproximadamente três tiros.
Depois de morto, Alma foi esfaquartejado com a ajuda de "Primo". O rapaz já teria cometido o mesmo tipo de crime no Acre. Os funcionários foram ameaçados caso contassem algo para alguém.
A polícia também apurou que Alma tinha negócios com "Tio Arantes", um dos líderes do PCC em Mato Grosso do Sul e da maior rebelião que o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande já teve.
Durante as investigações, pelo menos 3 pessoas envolvidas no caso foram presas. Não há informações se Thiago também foi detido.
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