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Mato Grosso do Sul

PMA divulga balanço da operação "Semana Santa"

No total, 30 pessoas foram autuadas e as multas, somadas, resultaram em um valor de R$ 77 mil

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A Polícia Militar Ambiental (PMA) divulgou, hoje (18), o balanço da operação "Semana Santa", desencadeada entre os dias 12 de abril, às 12h, e esta segunda-feira, às 8h.

Ao todo, foram abordados 1.507 veículos e embarcações e 2.570 pessoas fiscalizadas durante a operação. Nessa operação (2022), foram autuadas 30% a menos pessoas por infrações ambientais com relação à operação de 2021. 30 pessoas foram autuadas neste ano, contra 43 autuados na operação passada. Dessas 30 ocorrências, 21 foram relativas à pesca. Dos 21 autuados por pesca, 14 foram presos por pesca predatória e 7 por pescar sem licença. 

Foram 210 kg de pescado apreendidos nesta operação e 82 kg na operação anterior. Isso se deve ao fato de uma prisão de três paraguaios no município de Porto Murtinho, na fronteira, quando só estes infratores tinham capturado 160 kg de pescado.

Com relação aos petrechos de pesca proibidos, as apreensões de redes de pesca se destacaram pela menor quantidade relativamente a 2021, com 33 redes apreendidas, contra 102 redes em 2021. Só a retirada deste tipo de petrecho, mesmo que não se identifiquem os autores, já justifica a operação, devido ao alto poder de depredação de cardumes desse tipo de material. 

Ainda com relação à pesca, destacam-se a quantidade de barcos e motores de popa apreendidos, em prejuízo financeiro aos autuados. Foram 5 embarcações e 5 motores de popa, além de uma lancha de grande porte.

As multas aplicadas nessa operação foram 24,5% inferiores à operação de 2021. Foram R$ 77.276,00 nesta operação e R$ 102.197,00 na anterior (2021). 

Demais ocorrências

Com relação a outras autuações por ocorrências ambientais, nesta operação (2022) foram nove autuados. Houve dois autuados por desmatamentos, um autuado por crime contra a fauna (uso de minhococus irregulares), três por degradação de áreas de preservação permanente, um por poluição (lançamento de efluentes no rio Botas), um por maus tratos e um por abertura de estrada sem licença ambiental.

Com relação aos crimes de outra natureza adversa a ambiental, foram apenas quatro presos por porte ilegal de arma. Porém, três dos infratores estavam em atividade de caça e somente não haviam abatido animais ainda até a chegada da fiscalização.

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