Rio Brilhante
Cacique, professora e um jovem foram presos acusados de esbulho possessório, resistência e desobediência
Mais uma vez, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul despejou indígenas de área ocupada antes de a Justiça determinar a reintegração de posse. Na tarde desta sexta-feira (3), famílias que durante a madrugada invadiram a Fazenda Do Inho, em Rio Brilhante, foram retiradas à força por policiais locais com apoio de equipes de Maracaju e Dourados.
Três indígenas foram presos e levados para a DP (Delegacia de Polícia). A organização Aty Guasu (Grande Assembleia do Povo Kaiowa e Guarani) informou que o cacique Adalto Barbosa, a professora Clara Barbosa e um jovem identificado como Lucas, de 18 anos, foram algemados e jogados no camburão da Polícia Militar.
De acordo com o Campo Grande News, os indígenas foram presos em flagrante por esbulho possessório (invasão de propriedade particular), desobediência e resistência. Adalto e Clara são casados. Policiais que participaram do despejo relatam que os índios resistiram atirando flechas contra as viaturas.
No final de junho do ano passado, o indígena Vitor Fernandes, 42, foi morto policiais do Batalhão de Choque da PM em Amambai. Os indígenas denunciaram despejo ilegal, mas a Secretaria de Segurança Pública alegou na época que o Choque foi ao local após denúncia de suposto roubo praticado pelos indígenas.
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