Policial
Infratores estavam em ponto de decoada no rio, local proibido para pesca
Pescadores foram surpreendidos pela equipe da PMA (Polícia Militar Ambiental), na noite de segunda-feira, 24, em um ponto de decoada, local proibido de pesca, no rio Paraguai, em Corumbá.
Segundo a polícia, a cheia favorece o fenômeno natural na região, exigindo monitoramento aos cardumes. A equipe recebeu a denúncia, quando por volta das 20h30, percebeu um grupo em um barco, fugindo por plantas aquáticas. Permaneceram no local, apenas alguns pescadores profissionais, que pescavam legalmente.
Em buscas pela região da fuga, as equipes perceberam que os criminosos fugitivos abandonaram o pescado que haviam capturado, no sentido de deixar a embarcação mais leve para a fuga.
Foram encontrados em duas sacas: quatro exemplares de peixes da espécie pintado, um exemplar da espécie cachara, abaixo da medida permitida para captura e dois exemplares da espécie dourado, peixe com pesca proibida no Estado. O pescado será doado para instituições filantrópicas. Os policiais continuaram no local até que o fenômeno acabou no local e, algumas vezes, isso não demora muito, e os cardumes se dispersaram.
Pescado apreendido
A PMA alerta que, mesmo que o pescado esteja morrendo pelo fenômeno da decoada, as pessoas precisam respeitar as normas de pesca. Não podem utilizar petrechos proibidos ou capturar pescado fora das medidas permitidas; respeitar as cotas de captura para a pesca profissional e amadora, bem como os locais proibidos e espécimes que devam ser preservadas. A pena para pesca predatória é de prisão em flagrante e um a três anos de detenção e a multa administrativa é de R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 10 por kg de pescado, bem como apreensão de barco, motor, veículo, e tudo que for utilizado no crime.
Decoada
O fenômeno da decoada é natural no Pantanal e movimenta cadeia alimentar. Os peixes que morrem viram alimento para outros peixes, bem como para aves, répteis e mamíferos. A preocupação da PMA reside no fato de que muitos peixes que sofrem decoada não morrem, pois, conforme o rio segue a corrente, a água vai se auto-depurando e vários espécimes sobrevivem, por isso o monitoramento da fiscalização é fundamental e continuará sendo executado.
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