Polícia
Cerca de 900 kg de garrafas foram apreendidos e casos de intoxicação por metanol seguem sob investigação
O Governo de Mato Grosso do Sul realizou, no último fim de semana, uma ampla operação integrada de fiscalização em boates, tabacarias e conveniências, tanto em Campo Grande quanto em municípios do interior. A ação teve como foco coibir a venda de bebidas irregulares e proteger a população contra o risco de intoxicação por metanol — substância altamente tóxica que pode causar cegueira e até levar à morte.
A força-tarefa reuniu diversos órgãos, entre eles a Polícia Civil, por meio da Decon, Deops e Garras, além da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, Procon/MS, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Guarda Municipal. A ação faz parte de um conjunto de medidas emergenciais coordenadas pelo Governo do Estado, envolvendo monitoramento, investigação, fiscalização e suporte clínico aos casos suspeitos.
Durante as inspeções na capital, foram encontradas dezenas de garrafas de bebidas vencidas ou sem comprovação de origem — incluindo energéticos, vinhos, licores e cachaças — em uma casa noturna. Os produtos fora do prazo de validade foram descartados no local, sob supervisão da Vigilância Sanitária Municipal, enquanto as bebidas estrangeiras sem procedência foram encaminhadas à Receita Federal. O gerente do estabelecimento foi conduzido à delegacia, e um inquérito policial será instaurado.
Outro ponto da operação ocorreu na BR-262, onde agentes localizaram aproximadamente 900 quilos de garrafas de whisky vazias, escondidas em um caminhão e sem nota fiscal. A carga foi encaminhada à Decon, responsável pelas investigações sobre possível falsificação de bebidas.

Além disso, organizadores de eventos foram autuados por não apresentarem alvará sanitário e outras documentações obrigatórias. O Procon/MS também constatou ausência de placas informativas sobre preços e falta de dados sobre meia-entrada. Os responsáveis foram orientados a regularizar as pendências e terão 20 dias para apresentar defesa.
As ações se estenderam a diversos municípios do interior, como Três Lagoas, Costa Rica, Maracaju, Bela Vista, Ponta Porã, entre outros. Em todas as cidades, as fiscalizações ocorrem com o apoio das vigilâncias sanitárias municipais e demais órgãos locais. Irregularidades encontradas têm sido notificadas e repassadas à Vigilância Sanitária Estadual, reforçando o fluxo de resposta rápida.
Casos suspeitos de intoxicação
Até esta segunda-feira (6), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) havia registrado quatro casos suspeitos de intoxicação por metanol nos municípios de Campo Grande, Ladário, Rio Brilhante e Caarapó. Outros dois casos, em Sidrolândia e Campo Grande, foram descartados. Há ainda um óbito suspeito em investigação na capital.
A equipe técnica da SES segue monitorando os casos, coletando amostras, rastreando a origem das bebidas consumidas e acompanhando o estado de saúde dos pacientes.
A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, afirmou que a operação reflete o esforço contínuo do Governo para garantir segurança sanitária. Segundo ela, o trabalho envolve capacitação das equipes de saúde, articulação com o Ministério da Saúde e ações coordenadas de fiscalização.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, destacou a importância da integração entre Estado, municípios e forças de segurança para conter a circulação de produtos irregulares. Já a fiscal Fernanda Rodrigues, da Coordenadoria de Vigilância Sanitária da SES, reforçou que as ações conjuntas fortalecem a capacidade de resposta e permitem a retirada de produtos potencialmente perigosos do mercado.
Medidas emergenciais
Entre as ações adotadas pelo Governo do Estado estão:
Recomendações à população
A SES alerta que bebidas sem rótulo, de origem desconhecida ou adquiridas em estabelecimentos não regularizados não devem ser consumidas. O Estado mantém alerta permanente para unidades de saúde, com suporte 24h via CIATox.
Canais de contato para notificação e orientação
Trânsito
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Solidariedade
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