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Política

Em ano eleitoral, cada vereador custará R$ 1,44 milhão

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O contribuinte de Campo Grande vai gastar R$ 1,44 milhão para sustentar a estrutura legislativa e política que está por trás de cada um dos 21 vereadores da cidade em 2008 - ano em que deverão buscar a reeleição.


De acordo com a proposta orçamentária enviada pelo prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), os gastos com a Câmara de Vereadores vão crescer 16% em relação ao orçamento deste ano - um extra de R$ 4,2 milhões.


Pelo projeto de lei, a projeção do duodécimo da Câmara é de R$ 30,4 milhões ao longo de 2008. O orçamento aprovado para este ano prevê gastos de R$ 26,2 milhões com o legislativo municipal - o que representa uma média de R$ 1,24 milhão por vereador.


A estrutura de trabalho de um legislador de Campo Grande é de dar inveja. Cada um deles recebe um salário de R$ 7.450 e tem direito a R$ 3.000 extras referentes à chamada verba de representação. Pela lei, aumentos salariais para vereadores só podem ser aprovados no último ano da legislatura, isto é, no ano que vem.


O possível aumento do próprio salário não é a única perspectiva de um 2008 de vacas gordas para os vereadores. O crescimento da verba da Câmara poderá virar um upgrade e tanto para quem precisa correr atrás do voto do eleitor.


Hoje a Câmara de Campo Grande tem cerca de 380 funcionários - apenas 80 deles são efetivos (aprovados em concurso), o restante é pago por uma verba especial. Além do salário, cada vereador recebe R$ 14 mil por mês para contratar funcionários a seu bel-prazer.


Não há um limite para o número de funcionários desde que a conta com salários não estoure os R$ 14 mil. Em tese, um vereador tanto pode contratar um único funcionário gastando toda a verba como pode diluí-la em 36 assessores por um salário-mínimo mensal. É um instrumento valioso, especialmente em ano eleitoral, já que muitos desses cargos usualmente são distribuídos como favor político a apadrinhados. Não custa barato: por ano, esses cargos de confiança custam R$ 3,52 milhões ao contribuinte.


O presidente da Câmara de Vereadores, Edil Albuquerque (PMDB), diz que ainda não está definido como o potencial incremento no caixa será usado. Segundo ele, a decisão deverá ser tomada no ano que vem, adiantou que a edificação de uma nova sede para a Câmara ou mesmo aumento de salários poderão ser os destinos.


"O importante é que a Câmara é transparente e não está gastando à toa", defende.


O presidente afirmou que ainda não analisou a proposta orçamentária, mas considerou o aumento normal. Entre 2006 e 2007, relembrou, houve um crescimento de 13%. Ele atribuiu os aumentos sucessivos ao bom resultado fiscal da prefeitura, que conseguiu reduzir drasticamente a inadimplência com o IPTU, uma das principais receitas próprias, com a implantação de um programa de refinanciamento e incentivos em 2005.

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