dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/11/2007 às 11:13
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Integrando o grupo de nove dos 13 senadores do PSDB que são contra a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a senadora Marisa Serrano (MS) vai pedir nesta terça-feira (dia 6) à cúpula do partido, que reveja o apoio ao governo em troca de uma proposta que amenize a cobrança do imposto.
"Este grupo é definitivamente contra a emenda. Porém, atendendo a um pedido dos governadores do PSDB, deixamos que a cúpula negociasse com o governo, com a preocupação em começarmos, imediatamente, a reforma tributária", disse Marisa Serrano.
A senadora tucana lembrou que no Congresso Nacional já tramita um projeto do presidente do PSDB, Tasso Jeireissatti (CE), que reduz progressivamente a alíquota da CPMF. "Deixamos claro em nossa proposta ao governo a necessidade de uma desoneração dos encargos trabalhistas, que é outra questão que estamos discutindo muito. Portanto, se o governo não aceitar aquilo que o PSDB sugeriu, então não há motivos para votarmos a favor", garante Marisa Serrano.
Os senadores tucanos reúnem-se hoje durante almoço com intuito de fechar a questão. Porém, Marisa Serrano está convencida de que nunca o governo vai aceitar a proposta do PSDB.
Durante este almoço de hoje, um novo pacote será apresentado aos tucanos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Uma das propostas para convencer os integrantes do PSDB é a isenção da cobrança da CPMF àqueles que possuem faixa de renda em torno de R$ 1.700 mil.
"Isso é muito pouco, como também é pouco os R$ 4 bilhões para a área da saúde e o próprio ministro Temporão, foi quem afirmou que não adianta neste momento inventar um PAC para sua área", afirma Marisa.
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