dothCom Consultoria Digital
Publicado em 20/11/2007 às 16:49
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (19/11) na sede da Famasul, foram relatadas as ações já implementadas e apresentados os resultados obtidos no âmbito do Programa Sanidade sem Fronteira, uma iniciativa conjunta da Casa Rural - entidade composta pela FAMASUl (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, Senar- AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Administração Regional de Mato Grosso do Sul) e FUNAR (Fundação Educacional para o desenvolvimento Rural) -, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), representado pela SFA (Superintendência da Federal da Agricultura de Mato Grosso do Sul) e do governo do Estado, através da Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo) e da IAGRO (Agncia Estadual de Defesa Animal e Vegetal).
O Programa tem como objetivo orientar produtores rurais, moradores de assentamentos e aldeias indígenas acerca da importância e necessidade da adoção medidas sanitárias em especial aquelas relacionadas ao manejo e correta vacinação do rebanho.
Resultados
De acordo com o presidente da FAMASUL, Ademar Silva Júnior os resultados obtidos até agora, quando 2/3 dos trabalhos já foram executados, se deve aos esforço empreendidos e recursos aplicados, pelos parceiros. "O MAPA participou com R$ 900 mil reais. R$ 100 mil vieram da iniciativa privada. Contamos também com recursos do fundo REDSA (Reserva Estratégica para Saúde Animal de Mato Grosso do Sul)", informou Ademar, que acrescentou: "Precisamos alocar mais recursos para dar prosseguimento ao que ainda precisa ser feito".
Ele considera que a retomada do status de área livre com vacinação, pelo Estado, deve servir como estímulo para os que ainda faltam. "A situação mudou, principalmnte no que diz respeito às questões comerciais. As maiores exigências quanto a sanidade e segurança alimentar significam mais complexidade das ações que precisam ser implementadas de agora em diante, para que Mato Grosso do Sul mantenha permanentemente esse status e venha a pleitear mais à frente, a condição de área livre sem vacinação. Para isso é preciso que todos assimilem o conceito moderno de sanidade. É nesse sentido que estamos direcionando as ações do Programa,", ressaltou Ademar.
O presidente da FAMASUL lembrou ainda que é importante derrubar o estigma de "área problemática" que marca a região de fronteira do Estado. "Queremos que a região seja considerada uma zona de excelência em vigilância sanitária, a exemplo do que acontece em portos e aeroportos de todos os países, que têm a segurança reforçada nessas áreas", comparou Ademar.
Zona de alta vigilância
Entre ações destinadas a fazer da região uma zona de alta vigilância, o presidente da FAMASUL destacou o abate sanitrio de mais de 30 mil animais; a realização da vacinação assistida no rebanho dos municípios de Eldorado, Japorã e Mundo Novo, onde ocorreram os focos de febre aftosa, em 2005. Segundo ele, os rebanhos dos municípios de Itaquiraí e Iguatemi também mereceram o mesmo cuidado, em função da proximidade com as outras cidades. A interligação dos escritórios da IAGRO, o recadastramento das propriedades da região, a identificação dos animais através de brincos e bottons e ainda, a instalação de barreiras sanitárias fixas e móveis também foram citadas por ele.
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