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Política

Fetems denuncia Governo a organização internacional

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A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), por intermédio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, encaminhou ontem denúncia contra o Governo do Estado por espionagem em assembléia da categoria à OIT(Organização Internacional do Trabalho). O presidente da entidade, Jaime Teixeira, informou ainda que vai recorrer a todos os poderes para assegurar o direito de democracia da classe. "Vamos recorrer a todos os órgãos e o nosso jurídico está analisando tudo o que é possível ser feito", disse.
Após tomar conhecimento do fato divulgado pela imprensa, segundo Jaime Teixeira, vários sindicatos e movimentos sociais se manifestaram e estão preparando um documento de apoio à Fetems. A diretoria da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul) também convocou ontem a entidade para confirmar sobre a espionagem do Governo e pedir uma cópia do relatório do serviço de inteligência da PM2 entregue pela administração municipal aos sindicalistas.


Com base nessas informações, a OAB deverá abrir processo e fazer publicações sobre o assunto à imprensa. Cauteloso, o secretário-geral da ordem, Ary Raghiant Neto, informou que vai aguardar a reunião com a Fetems para fazer a manifestação da OAB. Como advogado, ele adiantou que estranhou a atitude da Segurança Pública em utilizar os serviços de inteligência para investigar os professores. "Eu me assustei, isso é absurdo. Estranho a forma como o Governo agiu e, ainda, ter assumido que usou a PM2", comentou.


Para o secretário, houve desvio de conduta na ação da Segurança Pública. "PM2 tem finalidade específica, que é apuração criminal, e foi utilizada para outros fins", disse.


Com a cópia do relatório da PM2, segundo o advogado, a Fetems poderá acionar o Ministério Público do Estado. "O governador é autoridade máxima, mas ele tem que ter limites", comentou.


O presidente do CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) Marçal de Souza, Paulo Ângelo de Souza, também colocou a entidade à disposição da Fetems para defender o direito de manifestações de movimentos sociais e sindicais. Para Paulo Ângelo, o Governo tentou intimidar os professores. "Serviço de araponga sempre existiu, agora, quando se coloca a estatal para espionar uma assembléia, pega esse relatório e entrega ao presidente é intimidação aos movimentos sociais e sindicatos. Nós não podemos permitir", enfatizou.

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