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Política

Escândalo faz André recuar da forma de eleger os diretores

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Depois do escândalo da espionagem de professores feita pela polícia secreta do Estado, com repercussão negativa nacional e internacional, gerando protestos dos mais diferentes segmentos, o governador André Puccinelli recuou ontem sobre a decisão de encaminhar projeto de lei determinando, em vez de eleições, a realização de provas para seleção de 366 diretores estaduais.


Logo pela manhã, enquanto representantes da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) estavam na Assembléia Legislativa à espera da Comissão Parlamentar de Educação para discutir sobre o processo seletivo, a administração estadual convidou os sindicalistas para dialogar na Casa Civil e apresentou nova proposta.


Depois de uma hora de conversas a portas fechadas, também com participação dos deputados Pedro Kemp (PT) e Júnior Mochi (PMDB), segundo o presidente da Fetems, Jaime Teixeira, o governador propôs a criação de uma comissão tripartite com representantes da categoria de diretores, da Secretaria de Estado de Educação (SES) e de deputados estaduais.


Esse grupo, de acordo com Jaime Teixeira, deverá elaborar até quinta-feira novo projeto de lei sobre o processo de escolha de diretores e apresentá-lo à administração estadual, que encaminhará o documento à Assembléia Legislativa na sexta-feira. "Até quinta-feira, teremos uma reunião de consenso. O Governo recuou na pré-seleção e em não fazer a eleição separada de colegiado e de diretor", disse Jaime Teixeira.


Para o presidente da Fetems, que defende a manutenção das eleições diretas para diretores, a mudança na decisão do governador foi avanço nas negociações da categoria. "Se sair a proposta em consenso, pode ser não à prova", comentou.


Provas
De acordo com o presidente da Comissão de Educação, deputado estadual Júnior Mochi (PMDB), que acompanhou a negociação dos dirigentes da Fetems (Jaime Teixeira, José Carlos Brumatti, Ademir Cerri e Luzia Maria de Brito) com o governador, ficou acertado que as provas serão conservadas na seleção dos diretores e com questões objetivas. "O Governo coloca como condição a certificação, ele não abre mão das provas. Mas a Fetems pede para que a certificação não seja eliminatória, e sim, classificatória. O formato da prova será objetiva. Isso todos concordaram", comentou.


O deputado Júnior Mochi comentou ainda que o governador deverá reduzir o percentual mínimo de aprovação nas provas, que tinha como média 70% de acertos, para 60%. Segundo ele, o conteúdo do exame será direcionado para gestão escolar.


Para Jaime Teixeira, as respostas de questões subjetivas poderiam ser aceitas ou não, de acordo com a vontade dos examinadores das provas e, consequentemente, atrapalharia o processo democrático. "Poderia haver favorecimento de uns", disse.


Hoje, a comissão formada pelos deputados Júnior Mochi (PMDB), Marquinhos Trad (PMDB), Pedro Kemp (PT), Márcio Fernandes (PSDB), os quatro representantes da Fetems que participaram da reunião e mais três do Estado, incluindo a titular Maria Nilene Badeca da Costa, vão se reunir às 14 horas na Secretaria de Estado de Educação para criar a nova proposta de projeto de lei. "Acredito que nesta reunião já teremos o projeto de lei em consenso", disse Júnior Mochi.

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