dothCom Consultoria Digital
Publicado em 18/01/2008 às 10:01
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O PSDB vai esperar a posição da ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), para definir a candidatura da legenda à prefeitura de São Paulo. Apesar da posição do partido, a corrente que defende o nome do ex-governador Geraldo Alckmin cobra uma solução rápida.
A decisão foi definida em reunião na quarta-feira entre o presidente do PSDB, senador Sergio Guerra (PE), o governador de São Paulo, José Serra, e o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM). Guerra e Virgílio também reuniram-se com Alckmin.
Apesar das pressões dos petistas, Marta já informou que tem até junho para anunciar sua posição.
"Se eles não têm pressa, por que vamos ter?", disse Virgílio à Reuters por telefone. "Se eles que têm uma situação mais precária, com uma opção só, têm um prazo largo, por que temos que decidir agora?"
O senador disse que a escolha do candidato não será "junto com a do rei Momo" e contou que as conversas internas do partido só serão retomadas depois do Carnaval.
Serra, assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, deseja a manutenção da aliança com o Democratas tendo o prefeito Gilberto Kassab como candidato à prefeitura na eleição de outubro. Reservam ao ex-governador Geraldo Alckmin a candidatura ao governo paulista em 2010 e querem convencê-lo disso.
Já os que apóiam Alckmin almejam que ele seja o candidato de consenso à prefeitura, contando com o apoio do DEM.
As articulações dos dois grupos têm se intensificado, e enquanto Serra se reuniu esta semana com Guerra, aliados de Alckmin agendaram encontro na residência do deputado estadual Bruno Covas em São Paulo na próxima segunda-feira.
"Pode ser o caso de esperar pelo PT, o partido está fazendo esta discussão. Mas eu acho, por defender a candidatura do Geraldo, que precisamos definir logo, senão a divisão do partido fica exposta", disse Bruno à Reuters nesta quinta-feira.
Alckmin tem na família Covas apoio constante desde que foi vice do ex-governador paulista Mario Covas (1995-2001). Alckmin sucedeu Covas após sua morte em 2001.
"Só vai ter sentido tomar uma posição se o PSDB conseguir sair unido. Não faz sentido, com um adversário forte (PT), ir rachado para a eleição", disse Bruno, neto de Mario Covas.
O deputado considera que mesmo a opinião de uma liderança como FHC a favor de Kassab não é definitiva. "Ele não é proprietário do partido", reage.
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