dothCom Consultoria Digital
Publicado em 09/02/2008 às 13:17
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O governo federal deverá estabelecer uma diária de R$ 350 a R$ 400 para o uso dos ministros em viagens nacionais, segundo informação do Painel da edição deste sábado da Folha (íntegra exclusiva para assinantes do jornal e do UOL). A medida será uma resposta à crise provocada pela revelação de gastos com cartões de crédito corporativo.
A proposta será submetida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira, quando o presidente retornar do descanso no Guarujá. O valor, que deverá pagar hospedagem, alimentação e extras, foi definido após levantamento em diferentes repartições da União. Os ministros deverão prestar contas das despesas.
O cartão de crédito corporativo continuará a ser utilizado no governo, mas não pelos integrantes do primeiro escalão nem para gastos relativos a viagens.
Ontem, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse que os ministros de Estado não serão obrigados a devolver os cartões corporativos, como chegou a ser sugerido pela ministra Dilma Roussef (Casa Civil).
O Apesar de negar a devolução dos cartões, Bernardo recomendou aos ministros que não utilizem esse mecanismo de gastos do governo.
O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo de Azevedo Bringel, enviou nesta sexta-feira (9) um ofício-circular no qual recomenda todos os ministérios a não utilização dos cartões diante da "inconveniência do uso do cartão pela própria autoridade para efetuar o pagamento de despesas de serviço geradas por eles".
Antecipando-se à decisão do governo, os ministros Hélio Costa (Comunicações) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) abriram mão do uso de seu cartão. Já o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que sua pasta não fornecia cartões para ele nem para assessores, portanto, não teria como utilizá-los.
A suspeita sobre o uso abusivo de cartões corporativos levou a ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) a pedir demissão na última semana. Ela teria gasto R$ 171 mil no cartão corporativo. Já Orlando Silva informou que devolverá os R$ 30 mil que teria utilizado no cartão.
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