dothCom Consultoria Digital
Publicado em 11/02/2008 às 11:04
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Criados para facilitar o controle das despesas corriqueiras da administração federal, 44% dos cartões de crédito corporativos do governo estão nas mãos de funcionários que ocupam cargos de confiança. É o que informa reportagem de Leila Suwwan na Folha deste domingo (10) --íntegra disponível para assinantes UOL ou Folha.
A reportagem mostra que 3.144 desses cartões estão em posse de servidores em postos DAS (Direção e Assessoramento Superiores).
Enquanto o governo se mobiliza para contornar a crise causada pelo uso irregular dos cartões por ministros e pelo alto escalão dos órgãos federais, o Planalto já acionou os ministérios para rastrear o uso dos cartões pelo clero de médios e baixos "gerentes" da máquina, onde há suspeitas de loteamento.
De acordo com a CGU (Controladoria Geral da União), 7.145 cartões foram usados em 2007, sendo que cerca de 1% está em mãos de altos cargos (Natureza Especial, DAS-6 e DAS-5). Mas, do total, 44% estão em mãos dos DAS.
Entenda
Os cartões de crédito corporativos do governo federal, indicados para gastos como a compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e em free shop, segundo reportagem da Folha publicada no dia 23 de janeiro.
Os cartões são distribuídos a pessoas que ocupam postos-chave da administração pública e que fazem pagamentos de urgência --pela compra de algum produto ou serviço ou cobertura de gastos de viagens não-programadas.
No dia 1º de fevereiro, o desgaste provocado pela denúncia de irregularidades no uso do cartão corporativo derrubou a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Ela decidiu deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser acusada de usar irregularmente o cartão. Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão somaram R$ 171 mil. Desse total, ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.
Um dos gastos considerados suspeitos foi o pagamento de uma conta de R$ 461,16 em um free shop.
Com a crise envolvendo os cartões, novas denúncias foram aparecendo, entre elas as de que um segurança pessoal de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Lula, gastou quase R$ 55 mil nos últimos nove meses usando o cartão; as agências reguladoras gastaram mais de R$ 1 milhão nos cartões em 2007; e ao menos dois seguranças da equipe que protege a família do presidente em São Bernardo do Campo (ABC paulista) gastaram nos últimos três anos R$ 149,2 mil com os cartões.
Eleições 2026
Candidato a deputado estadual pelo PL participou de encontros nesta quarta-feira; ele apresentou propostas voltadas à geração de emprego e renda, investimentos e ampliação das oportunidades para a população da região
Reunião de alinhamento
Encontro reuniu equipes de diferentes áreas da saúde pública; profissionais discutiram integração, prevenção de riscos e demandas do município
Voltar ao topo