dothCom Consultoria Digital
Publicado em 16/02/2008 às 12:32
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O ex-subsecretário-geral da Mesa Diretora do Senado, Marcos Santi, foi punido por ter acusado o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL) de usar o cargo para manipular o processo de cassação que sofreu no ano passado, do qual acabou absolvido, mas só depois de renunciar à Presidência.
Santi recebeu uma "advertência" e, por causa disso, ficará com a sua ficha funcional maculada. A decisão foi tomada pelo primeiro-secretário da Mesa, senador Efraim Moraes (DEM-PB), após uma sindicância feita pela Casa, e foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (dia 16). "Vou solicitar ao primeiro-secretário da Mesa, senador Efraim de Moraes, a reconsideração da decisão. Não sou um mau exemplo para os servidores públicos do país, nem me considero um marginal", queixa-se Santi.
Assinado no dia 11, o ato administrativo faz com que o servidor deixe de ser "réu primário" para efeito de nova punição. A justificativa adotada por Efraim foi o fato de Santi não ter comprovado as acusações contra Renan, mas o funcionário se defende. Argumenta que fez as denúncias ao corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (PTB-SP), que apurava o caso.
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