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Lula volta da Antártica e promete investir na base de estudos brasileira

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Mais investimentos para melhorar a infra-estrutura da base de estudos brasileira na Antártica, para dar mais condições para que pesquisadores brasileiros continuem os estudos sobre o continente gelado e mesmo para adquirir um navio laboratório. Essa é a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que conhecer e pesquisar a Antártica tem repercussões positivas não só para o Brasil, mas para toda a humanidade.


- Penso que todos nós estamos convencidos que a hora é agora, da gente aportar mais recursos para melhorar o nosso potencial de pesquisa, melhorar as condições da Base Comandante Ferraz, para que mais cientistas brasileiros visitem a nossa Base como pesquisadores e aqui tentem explorar o seu conhecimento em benefício do povo brasileiro e da humanidade, afirmou Lula.


O presidente comunicou que, em conversas com os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, da Defesa, Nelson Jobim e o comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, pediu que pensassem na possibilidade de adquirir um navio laboratório.


Lula ressaltou que a presença brasileira na Antártica com a Estação Comandante Ferraz é estratégica e tem como fim exclusivamente a pesquisa, não é uma presença territorialista.


- O Brasil tem uma definição estratégica com relação à Antártica, ou seja, enquanto, por exemplo, o Chile tem como opção estratégica ter o território Antártico como um território chileno, o Brasil não tem essa intenção. O Brasil quer apenas explorar, pesquisar o continente antártico, disse Lula, que voltou de uma viagem de dois dias à Antártica.


Na Estação Comandante Ferraz, que tem capacidade para 48 pessoas, vivem 35 pesquisadores brasileiros que realizam estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas na Antártica e a conseqüência disso para o Planeta, pesquisas sobre a vida marinha e a atmosfera.


As pesquisas são financiadas por bolsas concedidas pelo Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.


Em geral, os pesquisadores passam seis meses na estação, mas continuam suas pesquisas quando voltam. A primeira viagem para a montagem da base brasileira foi feita em 1983, com o navio Barão de Tefé, lembrado pelo presidente Lula. Atualmente, o transporte de carga é feito pelo navio da Marinha Ary Rongel. Toda a logística brasileira no continente antártico é de responsabilidade da Marinha do Brasil. Os pesquisadores são levados até a Antártica no avião Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB).

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