dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/03/2008 às 08:21
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Ao subir na tribuna do plenário do Senado Federal, em Brasília, o senador Delcídio Amaral registrou, nesta quarta-feira, a presença de vereadores de Paranaíba, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul, e do vice-prefeito de Selvíria, como "líderes incontestáveis de Mato Grosso do Sul".
O senador citou os vereadores Marquinhos, Geromão, Claudinho, Pedrinho, bem como os vereadores de Aparecida do Taboado, Luiz Panela, Lolozinho, e o presidente da Câmara de Vereadores de Aparecida do Taboado. Cumprimentou também os vereadores de Chapadão do Sul, Élio Balen, presidente da Câmara; João Valmir Tontini, Valdenir Alves Nogueira, e o vice-prefeito Edgar, de Selvíria.
"Vocês são muito bem-vindos aqui, grandes amigos, companheiros, pessoas que bem representam o povo dos seus municípios na Câmara de Vereadores", declarou o senador.
Ao iniciar seu discurso, Delcídio Amaral declarou-se defensor da Medida Provisória 396, que altera a lei de criação da Eletrobras, por ele discutida com a área de energia do Governo.
O senador esclareceu que se trata, na verdade, de uma emenda que foi inserida nessa Medida Provisória 396, na Câmara dos Deputados, para dar um tratamento à Eletrobrás diferente do tratamento dado até então, à luz da lei de 1961, em relação às atribuições dessa holding do setor elétrico estatal, que são as Centrais Elétricas Brasileira SA, Eletrobrás.
"Comecei minha carreira como engenheiro na Eletrosul, e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco. Trabalhei em várias subsidiárias do sistema Eletrobrás. Fui Diretor de Operações da Eletronorte, que cuida principalmente do suprimento de energia para os Estados da Amazônia. Fui Diretor da Eletrosul, primeiro, de Engenharia; depois, Diretor Financeiro", observou, para destacar a oportunidade que teve de conhecer, com profundidade, as atividades da inserção regional das subsidiárias da Eletrobrás, especialmente da holding.
Delcídio esclareceu que, hoje, a Eletrobrás tem quase 60 mil quilômetros de linha, com 38 mil megawatts instalados, contando com as subsidiárias Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul, Itaipu, CGTEE e Eletronuclear, responsável pelas Usinas Angra I, Angra II e também pela construção e futura operação da Usina Angra III.
Lembrou ainda que a Eletrobrás, hoje, tem acionistas cujas ações são negociadas em bolsa, e que a empresa vem se preparando para o lançamento de ADR em nível 2 na bolsa de Nova York. Segundo Delcídio Amaral, para que isso aconteça, a Eletrobrás precisa recuperar o papel que sempre ocupou no suprimento de energia elétrica brasileira.
Apesar de considerar fundamental o papel exercido pelo setor privado na geração, transmissão e distribuição de energia nos estados brasileiros, o senador alertou que a Eletrobrás precisa recuperar o seu papel. Lamentou o progressivo declínio que a Eletrobrás vem sofrendo há anos, mas que, a exemplo da Petrobras, pode se tornar uma empresa altamente competitiva no mercado internacional, especialmente em um cenário de abertura do setor elétrico, onde as empresas privadas detém um papel fundamental. "Venho aqui defender essa alteração na lei de criação do sistema Eletrobrás", declarou.
Delcídio Amaral lembrou que a Petrobrás, após a abertura do seu capital e as negociações de suas ações principalmente na Bolsa de Nova York, tornou-se uma empresa transparente, com controle do Governo, com balanços transparentes. "Aquela conversa de que a Petrobras era uma caixa preta desapareceu. A Petrobras cresceu, valorizou-se. Vários trabalhadores do sistema Petrobras que investiram os seus recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, hoje, estão satisfeitos. Com a valorização da Petrobras, eles tiveram ganhos substanciais muito maiores do que o FGTS proporcionaria", considerou.
"A Petrobras abriu seu capital e criou condições para uma série de parcerias, tornando-se uma empresa extremamente competitiva e, hoje, é um player mundial que opera em vários países; países esses que tivemos dificuldades, eu não nego isso. Mas essa abertura internacional da Petrobras foi de extrema relevância e de extrema importância", complementou o senador.
Diante desse cenário, Delcídio Amaral considerou ser absolutamente possível que a Eletrobrás venha a se tornar majoritária em investimentos, pelo seu expertise, pelo conhecimento que detém para ingressar em grandes projetos de geração, a exemplo do rio Madeira, e em projetos de transmissão tanto em posição minoritária, como também majoritariamente.
Ao concluir seu discurso, o senador Delcídio Amaral considerou a MP 396 uma iniciativa que cria as condições para valorar a Eletrobrás, e atender seus acionistas, em função do potencial que a empresa representa para o setor elétrico brasileiro.
"Defenderei essa posição com absoluta tranqüilidade porque sei que isso não vai afetar a participação das empresas privadas, o papel que elas cumprem hoje e com bastante eficiência, apesar de algumas exceções, garantindo acima de tudo o suprimento de energia para o nosso País.
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