dothCom Consultoria Digital
Publicado em 02/04/2008 às 07:37
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu nesta terça-feira que a crise na economia norte-americana poderá afetar o Brasil caso se transforme numa recessão prolongada.
Em discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, Lula falou em tom mais grave sobre a crise dos EUA, que levou o Tesouro norte-americano a reformar o sistema financeiro do país, na maior intervenção desde a crise de 1929.
"Sabemos que se uma recessão prolongada acontecer nos EUA, pode ter reflexo na economia mundial, e certamente o Brasil não estará imune", admitiu Lula, que até então vinha enfocando seus discursos nas possibilidades de o Brasil escapar ileso à crise.
Segundo o presidente, a crise dos EUA preocupa todas as pessoas de bom senso, mas ainda é difícil ter a dimensão exata de seu tamanho e dos impactos que poderá ter.
Lula comparou os desdobramentos da crise norte-americana a uma CPI. "É como se fosse uma CPI, todo dia aparece uma notícia, todo dia aparece uma denúncia, ainda não temos o quadro montado da crise americana."
O presidente disse aos 13 ministros e 90 líderes da sociedade que o Brasil se encontra em situação de menor vulnerabilidade do que no passado, mas acompanhando a crise dos EUA a cada momento.
A nova política industrial que o governo prepara, e que pode ajudar o país a enfrentar a crise, poderá ser lançada dentro de 10 a 15 dias, contou Lula.
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