Política
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 07/04/2008 às 08:03
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Embora reconheça que importar equipamentos navais possa custar mais barato do que produzi-los internamente, o presidente Luís Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (7) investimentos na indústria naval nacional e na construção de plataformas no país. Em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", ele destacou que a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico são vantagens que superam o custo econômico da produção nacional.
"É verdade que se você contratasse uma plataforma fora, você poderia economizar, sei lá, US$ 50 milhões, US$ 100 milhões, pensando apenas na empresa. Agora, vamos pensar no Brasil. O que significa de aperfeiçoamento e conhecimento tecnológico fazendo aqui? O que significa de pagamento de impostos aqui dentro? O que significa de geração de empregos aqui dentro, para o povo brasileiro", questionou.
Lula disse que a cidade de Rio Grande (RS), onde está sendo construída a Plataforma P-53 da Petrobras, teve ganhos decisivos com as obras da indústria naval.
"Para quem foi na P-53 comigo a semana passada, no Rio Grande do Sul, viu o que é a alegria daqueles trabalhadores, viu o que é o dinamismo da cidade, a cidade voltou a viver, voltou a ter vida e está acreditando outra vez que ela pode ser um grande pólo metal-mecânico. É nisso que nós temos que pensar".
Em seu programa de rádio, o presidente criticou a falta de investimento que levou a indústria naval brasileira a "definhar" a partir da década de 70 e mencionou a construção de estaleiros em outras regiões do Brasil.
Lula disse estar satisfeito com o andamento das obras e afirmou ter confiança em que o país, que segundo ele "tem um déficit na nossa balança comercial ligada ao frete de mais de US$ 8 bilhões" se torne "uma grande referência mundial na produção de embarcações e plataformas".
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