dothCom Consultoria Digital
Publicado em 07/04/2008 às 14:11
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
No dia 25 de fevereiro aconteceu no clube ARPA uma festa cujo convite foi feito pelo Presidente da Ação Evangélica - Abrão Izumi, também Secretario de Ação Social. O convite foi para as pessoas fiéis - pastores, representantes indígenas para esse jantar de confraternização tendo como assuntos - homenagem à personalidades dentre elas o prefeito Felipe Orro, deputado Vander Loubet, empresários Zelito Ribeiro, Wesly Lemos, Natalino Gonzaga, pastores Davi Portela e Edson Dantas Pereira.
Depois dessa festa a Promotoria recebeu denúncia de que tinha sido usado dinheiro público da Ação Social (dinheiro do Programa Social CRAS/PAIF,) em torno de R$ 1.000,00.
O Promotor Dr. José Mauricio de Albuquerque, da Promotoria de Justiça e Defesa do Patrimônio Público, em contato com a reportagem afirmou que logo depois de recebida a denúncia, iniciou as investigações descobrindo que foram utilizados, motoristas, combustível, ônibus escolares, cozinheiros para a organização dessa festa.
Disse ainda que foram convidados a depor os caseiros da ARPA - primeiro, Apolônio de Souza Neto, que deixou em casa a esposa Soraia de Souza Luiz da Silva. Nesse ínterim a esposa Soraia foi levada a um advogado pelo motorista conhecido por Mie, que instruiu essa testemunha.
A testemunha Edgar Amorim Leite, motorista da Prefeitura, prestou falso testemunho. Desmentido, o promotor Dr. José Mauricio de Albuquerque o encaminhou para a Delegacia de Polícia para abertura de inquérito policial por crime de falso testemunha.
Sobre as conseqüências desse ato, o promotor Dr. José Mauricio afirmou que os responsáveis, se condenados, deverão responder por improbidade pública com o ressarcimento integral do dano; perda da função pública, suspensão dos direitos políticos (5 a 8 anos). Essa pena é prevista não só para quem pratica mas também para quem foi beneficiado pelo ato.
Tem também a multa civil de até 2 vezes o valor do dano e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.
Abrão Izumi afirmou que denuncia ao MPE é ato de perseguição política
Para o Campo Grande News, em entrevista, Abrão Izumi "afirmou que a denúncia ao MPE foi oferecida por um "adversário político nosso", diante de um evento que reuniu na cidade representantes das mais de mil igrejas ligadas à Ação Evangélica. "Um evento que reuniu 1,5 mil pessoas em Aquidauana, com mais de 100 pastores, chama a atenção. O segmento evangélico hoje é determinante. Essa pessoa ficou enciumada e nos perseguiu, tentando anular o evento", prosseguiu, sem citar o nome do autor da denúncia ao MPE".
Abrão Izumi informou ainda ao Campo Grande News que "o ato teve como único objetivo prestar homenagens a personalidades da cidade, não sendo custeado com recursos públicos. Izumi, que admitiu também ser pré-candidato nas eleições, afirmou que o MPE é idôneo para tirar suas conclusões para o processo. Porém, disse sentir que "o MPE se pronuncia como se estivesse julgando e considerando o caso concluído. Se fazem uma investigação, ela não pode ser dada como conclusiva até ser terminada".
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