Política
O problema da falta de moradia na zona rural do Estado, em especial nos assentamentos, foi discutido na manhã desta quarta-feira (23) no Ministério das Cidades. O governador André Puccinelli intermediou o encontro entre o ministro da pasta, Marcio Fortes, e representantes de movimentos sociais. Em pauta desburocratização, agilidade e liberação de recursos para construção de 2466 unidades habitacionais.
Para o governador, a participação de representantes de movimentos sociais é fundamental para compreensão da gravidade do problema. "Os movimentos precisam ser ouvidos nesse processo. As famílias assentadas precisam morar em locais adequados para poderem pegar financiamento. Somente com a união dos governos federal e estadual para construir essas casas poderemos ter assentamentos produtivos e acabar com o déficit de moradia rural", justificou.
Representantes da CUT, MST, Fetagri e FAF, todos movimentos sociais rurais, solicitaram a liberação de recursos para a construção de 2466 casas em Mato Grosso do Sul. Segundo eles, a demora no início das obras traz uma série de prejuízos. "A situação está desumana. As famílias moram em barracos de lona que, quando chove, molha dentro e quando venta, rasga a lona. Sem a casa não podemos ter energia elétrica nem outros benefícios como o Pronaf. Com essas pendências, estamos perdendo recursos porque a vaca que o ano passado custava mil hoje custa dois mil reais", esclareceu o presidente do MST estadual, Marcio Bissoli.
Quanto à demora na liberação de recursos, a presidente da CEF, Maria Fernanda, disse que entraves burocráticos estão impedindo que o processo ande mais rápido. "Como na área rural é uma parceria entre a CEF e o Incra, nós entendemos que a burocracia é muito maior porque é preciso atender exigências duplas. Acredito que, com o plano nacional de habitação, as exigências devem ser unificadas e a fonte de recursos, definida".
O ministro ouviu as reivindicações e afirmou que, assim como em outros Estados, o problema deve ser resolvido em 30 dias com o Plano Nacional de Habitação. "Nós temos que resolver essa situação, é uma determinação do presidente Lula. Temos feito uma série de reuniões para resolver principalmente duas questões: o passivo de 2007, que são 31 mil casas que deveriam ter sido construídas, mas por uma série de motivos, não foram, e definir recursos para agora e para o futuro com a inclusão da habitação rural no Plano Nacional de Habitação", explicou Fortes.
Participaram da reunião os secretários de Estado de habitação, Carlos Marun e de Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária, Tânia Mara Garib, além dos deputados federais Dagoberto Nogueira, Antonio Cruz, Geraldo Resende e Nelson Trad.
ESPORTE
Evento promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, em parceria com o Pantanus Runners Brasil, incentiva a prevenção e arrecada alimentos para apoiar a causa
INTERNACIONAL
Santiago Peña deixou o cargo em meio à crise do banco Ueno; vice Pedro Alliana assumiu o governo
Voltar ao topo