dothCom Consultoria Digital
Publicado em 28/05/2008 às 09:16
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) fez duras críticas ontem e nesta manhã ao prefeito Nelsinho Trad (PMDB), do qual estava sendo cogitado para ser vice, e recolocou na ordem do dia a sua vontade de ser candidato à prefeitura de Campo Grande.
"Foi um verdadeiro massacre da imprensa local e dos vereadores", afirmou Dagoberto esta manhã, passando em seguida a criticar duramente o prefeito Nelsinho Trad, cumpundo-o pelo insucesso da coligação entre PDT e PMDB: "Em função da indecisão do prefeito, falta de comando dele, de impor sua votade. Uma hora é uma coisa, outra hora outra". E questionou: "Quem agüenta essa tortura?".
Dagoberto disse que se propÔs a discutir a possibilidade de ser vice de Nelsinho em razão de colocar o partido em primeiro lugar. "Eu não queria ser candidato de mim mesmo e que alegassem que minha vontade pessoal estava acima do partido", disse.
Embora tenha dito que o acordo para a vice foi costurado primeiramente com o governador André Puccinelli, o deputado Dagoberto já descarta a possibilidade de assumir essa função. "A conversa foi primeiro com o governador, depois com Nelsinho. Ele que me convenceu. Pediu para que eu ajudasse nesse pacto, que teria outro momento para disputar, que iria encarecer muito a eleição", relatou. "Eu entendi e disse que minha vontade pessoal não atrapalharia", emendou.
Para ele, é legítimo que o presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Edil Albuquerque, tenha pleiteado ser candidato a vice na chapa de Nelsinho. Considera que ele se utilizou bem do apoio dos vereadores e depois partidos comandos no município por eles. "Agora quem tinha de ter enfrentado era o próprio prefeito. Parece que todo mundo manda, menos ele", declarou.
Chegou a comparar essa postura de Nelsinho com a do governador André Puccinelli. "Manda a Assembléia fazer isso com o André. É questão de postura", afirmou o parlamentar.
Volta de André
Apesar de ter declarado que sua candidatura a vice de Nelsinho nasceu de um entendimento inicial com o governador André Puccinelli, o deputado Dagoberto já descarta um novo entendimento pela volta da dobradinha. "Eu não conversei ainda com o governador. Está chegando hoje ao Brasil. Amanhã temos conversa com ele, eu e o presidente do partido, deputado Ari Rigo, que vem conduzindo todo esse processo", disse.
Candidatura a prefeito
Embora tenha lamentado ter ficado 40 dias sem fazer pré-campanha para prefeito da Capital, Dagoberto Nogueira afirmou que pretende recolocar seu nome no PDT para disputar a eleição contra Nelsinho. "Eu já estou fora, nem quero mais isso. Fui massacrado por 90 dias. Me tiraram da campanha. Sempre defendi que o PDT tinha de ter candidatura própria", afirmou.
Lamentou que pessoas dentro tenham entendido que é melhor caminho era o pacto com Nelsinho Trad e demonstrou interesse em retomar sua candidatura. "Duas pessoas vão ficar contra - e você sabe quem são - e que estão a serviço de alguém", declarou ele.
Essa semana, segundo Dagoberto, é decisiva para o PDT. "Teremos entendimentos com outros partidos e na semana que vem se o PDT conseguir superar essas coisas, vamos lançar candidatura própria. Se depender de mim, eu já seria candidato", informou.
Indagado se realemente está retomando a candidatura, Dagoberto respondeu: "Lógico, temos aí também o apelo do Lupi". Ontem, durante visita ao Estado, o ministro do Trabalho Carlos Lupi defendeu que o PDT lance Dagoberto como candidato a prefeito da Capital.
Para Dagoberto, não há sentido em querer se fazer um consenso em Campo Grande. "Como se querer ser prefeito de Campo Grande fosse crime. Um pode tudo e outros nada. Quero colocar meu nome à disposição do povo", avisou.
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