dothCom Consultoria Digital
Publicado em 07/06/2008 às 11:30
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A partir da base fluvial localizada no município de Ladário, no coração do Pantanal Sul-Mato-Grossense, a Marinha vai fazer a prevenção e o combate a acidentes ambientais no Rio Paraguai. Convênio com esse objetivo foi assinado nesta sexta-feira, 6 de junho, pelo comandante do 6º Distrito Naval , contra-almirante César Sidônio Moreira Souza e o gerente-geral de Articulação e Contingência da Petrobras, Jaime de Setta Filho. A estatal vai fornecer veículos, equipamentos e treinar o pessoal que trabalhará no Centro de Defesa Ambiental do Centro-Oeste. A solenidade de assinatura do convênio contou com a participação do senador Delcídio do Amaral (PT/MS) que intermediou as negociações entre a Marinha e a Petrobras.
Delcídio disse que a parceria entre a Petrobras e a Marinha está repleta de simbolismo, porque foi celebrada na semana em que se comemora o Dia do Meio Ambiente.
"Tive a honra de comandar uma das diretorias da Petrobras e sei o quanto a companhia evoluiu nos últimos anos, especialmente na questão ambiental. As grandes empresas de atuação mundial, como a Petrobras, que vendem ações nas Bolsas de Valores Internacionais, são valorizadas não só pelo seu patrimônio e os bens e serviços que produzem, mas também pela maneira com que tratam as questões ambientais. E entre as multinacionais, a nossa estatal de petróleo está à frente disparado no que se refere à preservação do meio ambiente e à responsabilidade social." , afirmou o senador. Para ele, a parceria firmada com a Marinha é mais uma demonstração do compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável da região.
"Hoje nós estamos aqui tratando do Rio Paraguai, para que, se eventualmente acontecer algum acidente,o que ninguém deseja, nós tenhamos os instrumentos necessários para combater o problema. Isso mostra a preocupação da Petrobras e da Marinha com o meio ambiente e a situação social da região. A Petrobras tem uma experiência muito grande em ações de prevenção e combate a acidentes ambientais e está colocando esse conhecimento à disposição da Marinha que, por sua vez, faz um trabalho extraordinário de vigilância e defesa, não só da região de fronteira, mas de todo o Pantanal sul-mato-grossense", explicou Delcidio.
Prevenindo acidentes
Delcídio destacou a necessidade de criar estruturas na região para atender as necessidades do aumento da navegação no Rio Paraguai
"Nós não podemos esquecer a importância da hidrovia do Paraguai para o desenvolvimento do nosso estado e do Brasil.Uma chata padrão transporta mercadorias em quantidade equivalente a 37 vagões ferroviários e a 50 caminhões. Além disso, o custo de implantação de uma hidrovia é de cerca de US$ 34 mil, enquanto que uma rodovia requer investimentos de aproximadamente US $ 400 mil o km e a ferrovia US $ 1,4 milhão. Nós não podemos deixar de aproveitar essa verdadeira dádiva que Deus nos deu, que é o Rio Paraguai. A China tem mais de 131 mil km de rios navegáveis.Nos Estados Unidos existe um sistema pelo Rio Mississipi que escoa boa parte da produção do meio-oeste americano. Por isso temos que investir na prevenção de acidentes na hidrovia pois, com certeza, ela será , cada vez mais,uma alternativa de escoamento da produção da fronteira, especialmente neste momento em que o Congresso Nacional acaba de regulamentar o funcionamento das Zonas de Processamento de Exportação e uma das ZPEs será instalada aqui, em Corumbá e Ladário", enfatizou.
Exemplo
O senador lembrou ainda que está em fase de conclusão a avaliação ambiental estratégica do Pólo Minero Siderúrgico de Corumbá, fruto de estudos realizados por especialistas da UFRJ, solicitados pela plataforma de diálogo formada por representantes de organizações não-governamentais da área ambiental e empresas interessadas em investir na região. Os estudos vão definir parâmetros para que todas as atividades econômicas que vierem a ser executadas na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia sejam sustentáveis e não prejudiquem o meio ambiente.
"Essa experiência que começamos aqui em Corumbá permitiu um diálogo maduro e com responsabilidade técnica entre as ONGs ambientalistas e a iniciativa privada e já está servindo de modelo para a Petrobras em outras regiões do país", revelou Delcídio.
Apoio
O convênio para a implantação do Centro de Defesa Ambiental do Centro-Oeste tem prazo de validade de 10 anos. A Petrobras vai investir aproximadamente R$ 1,8 milhão na aquisição de materiais, equipamentos, viaturas, realização de obras de adaptação na Base de Ladário e no treinamento do pessoal.
Para o comandante da Base, a parceria com a Petrobras vai proporcionar à Marinha capacidade de resposta para qualquer incidente de poluição na hidrovia.Nos preocupamos não só com os derivados do petróleo mas também com o transporte de minério", afirmou o contra almirante Sidônio Souza. O comandante da Base naval de Ladário agradeceu o empenho de Delcídio para que a parceria fosse firmada.
"O apoio do senador Delcídio foi fundamental para que chegássemos até aqui. Ele é um profundo conhecedor das necessidades da região e tem forte articulação junto a Petrobras. Por isso conseguiu acelerar o processo", destacou o comandante.
Prioridade é a defesa do meio ambiente
O diretor da Petrobras, Jaime de Setta Filho, disse que a empresa vem demonstrando nos últimos anos através de parcerias como a firmada com a Marinha, sua preocupação de capacitar, treinar e investir em ações que resultem na preservação do meio ambiente.
"Aqui o mais importante não é o aporte dos investimentos, mas a integração com a Marinha, a Prefeitura, os Bombeiros a Defesa Civil. É nesse processo que estamos investindo bastante e tendo cada vez menos acidentes. Parte dos recursos já está aqui. E nós queremos que eles sejam utilizados em treinamento e não em acidentes", afirmou Setta Filho.
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