dothCom Consultoria Digital
Publicado em 23/06/2008 às 09:23
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O ano é de eleições municipais, mas o que os tucanos vão fazer na quarta-feira é aproveitar a solenidade dos 20 anos de fundação do partido para dar a largada no discurso que eles querem adotar na disputa de 2010, na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve voltar pela primeira vez ao Congresso, desde que, em 1º de janeiro de 1999, ele foi empossado no segundo mandato (1999-2002).
Na esteira do programa de rádio e TV levado ao ar na quinta-feira da semana passada, quando a sigla apareceu em público defendendo suas bandeiras históricas - das privatizações à abertura da economia, passando pelo combate à inflação e o Plano Real -, o PSDB escolheu o plenário do Senado como tribuna que garanta holofote e platéia à altura de um discurso em que FHC deve apresentar o partido como "a legenda que plantou o que o Brasil está colhendo hoje".
A comemoração pretende definir a distância política entre tucanos e petistas. Ao aproveitar o aniversário dos 20 anos para dizer que ?o partido mudou o Brasil para sempre?, os tucanos afirmarão que o PT não conseguiu revogar o que eles fizeram e legaram ao País. Foi por isso que o partido decidiu batizar de ?herança bendita? seu passado e seus oito anos de poder presidencial, entre 1995 e 2002.
"Assumimos com orgulho nosso passado. E o Brasil organizado do presente fomos nós que fizemos, acabando com a inflação e a carestia", resume o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB.
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