dothCom Consultoria Digital
Publicado em 26/06/2008 às 11:02
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Tendo liderado batalha dos parlamentares federais de Mato Grosso do Sul contra a aprovação do relatório da CPI do Sistema Carcerário que pedia o indiciamento de autoridades de Mato Grosso do Sul, o deputado Nelson Trad (PMDB) avalia que o documento "desgraçou" a seriedade da referida comissão que tornou-se "ridícula fazer conceitos a respeito de direito penal e ao comportamento das pessoas que pretendem indiciar".
Entre as autoridades citadas no relatório final da CPI estão juízes, defensores públicos, além do secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini. O secretário e o governador André Puccinelli (PMDB) avaliaram a atitude da CPI como "politizada" uma vez que o relator Domingos Dutra é do mesmo partido que Zeca do PT e sequer cita o governo petista a quem se atribui o caos deixado na segurança pública.
Ontem, os parlamentares conseguiram impedir a votação do relatório final e ainda protelar o fim da CPI por mais 15 dias, tempo suficiente para os membros da comissão fazerem nova diligência no Estado e ainda ouvir novamente as autoridades locais.
Trad citou ainda que há detalhes nos pedidos de indiciamentos que são até cômicos. Ele diz que há um juiz no Rio Grande do Sul que foi premiado com a medalha de mérito pela Defesa dos Direitos Humanos na América Latina e aparece entre os pedidos de indiciamento.
O deputado citou ainda a participação dos deputados federais Waldir Neves (PSDB), Waldemir Moka (PMDB), Dagoberto Nogueira (PDT) e Geraldo Resende (PMDB). As declarações de Trad foram prestadas nesta manhã ao programa de rádio Tribuna Livre.
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