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Política

Assessor de McCain critica Obama por nunca ter ido à América Latina

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Se John McCain for eleito presidente, transformará as relações com a América Latina em "prioritárias", de acordo com o principal assessor do provável candidato republicano em política externa, Randy Scheunemann, que criticou o rival democrata Barack Obama por "nunca" ter visitado a região.


"O senador McCain concede uma grande importância à América Latina", afirmou Scheunemann em entrevista à agência Efe na qual detalhou as grandes linhas da política externa de McCain se chegar à Casa Branca.


Ele mencionou, neste sentido, que o diálogo e o aprofundamento dos laços com os países aliados guiarão as relações internacionais se o provável candidato presidencial republicano vencer as eleições de 4 de novembro.


Ele insistiu no papel "altamente prioritário" que a América Latina teria em uma potencial Presidência de McCain e citou como prova do compromisso do senador com a região as "dúzias de vezes" que visitou os países latino-americanos.


"Não só fez dúzias de visitas, também destinou tempo no curso desta campanha para viajar à Colômbia e ao México", disse o assessor de McCain.


Scheunemann também atacou o senador por Illinois por se opor ao Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia e por querer revisar o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, em inglês).


Segundo ele, o que descreveu como protecionismo de Obama provocaria o "arrefecimento" da América Latina e representaria "um enorme golpe" para a abertura e a prosperidade na área.


A campanha de Obama, que anunciou a intenção de visitar a América Latina, mas sem especificar data, disse que o senador tem "uma visão clara" para as relações dos EUA com as Américas.


"Como presidente, trabalhará para impulsionar a democracia, as oportunidades e a segurança", afirmou à Efe Dan Restrepo, principal assessor de Obama para assuntos da América Latina e do Caribe.


Além da América Latina, o assessor de McCain insistiu nas diferenças entre os dois adversários em outros assuntos chaves. Scheunemann destacou que o senador republicano se mantém firme na oposição a um calendário para a retirada das tropas do Iraque, algo defendido por Obama.


Ele disse que a postura não mudou, apesar de o governo iraquiano ver como possível uma retirada das tropas de combate americanas em 2010 e ao fato de que a Casa Branca alcançou um acordo com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, para estabelecer um marco geral para a retirada.


O assessor antecipou também que, se vencer em novembro, McCain perseguirá laços mais estreitos com a Europa, uma maior abertura política na China, uma política comum transatlântica com relação à Rússia e esforços diplomáticos multilaterais para fazer frente ao regime de Teerã.

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