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Política

Mudança de fuso horário gera polêmica em Mato Grosso do Sul

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No começo de abril, o presidente Lula sancionou o projeto de lei aprovado no Senado que modifica o fuso horário do Acre, Pará e do Amazonas. Mas há resistência em Mato Grosso do Sul, uma vez que parlamentares e vários segmentos da sociedade divergem sobre a possibilidade de o horário do Estado se igualar ao de Brasília.


Como não existe unanimidade, o melhor caminho seria a realização de um plebiscito para que a população mostre se é melhor do que jeito que está atualmente, ou seja, uma hora a menos do horário de Brasília ou aprovar a mudança proposta pelo senador Delcídio do Amaral (PT/MS).


A sugestão sobre o plebiscito será feita oficialmente pelo presidente da Assembléia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), que prometeu encaminhar o documento aos presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB/RN), e da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT/SP).


Com a sanção presidencial em meados de abril deste ano, o Acre, que estava duas horas atrás em relação ao horário de Brasília, passa a ficar com uma hora de diferença. No Estado do Pará, onde parte dos municípios tinha fuso de uma hora atrás, ficará no mesmo horário da capital federal.


No Amazonas, parte dos municípios que tinha duas horas de diferença em relação a Brasília e outra parte tinha uma hora de atraso. Com a sanção presidencial, todo o Estado terá apenas uma hora de atraso no fuso, comparado com Brasília.


"Essa mudança não traz nenhum benefício à população, pelo contrário, só vai prejudicar a saúde das pessoas, principalmente dos estudantes e do trabalhador, que precisam acordar cedo", criticou o deputado estadual Paulo Duarte (PT), ao ocupar a tribuna da Assembléia na sessão desta terça-feira.


Apesar de pertencer ao mesmo partido do senador, Duarte garante que no Acre a experiência não foi boa. Ele alega que lá a população já está sofrendo os impactos negativos da mudança do horário.


Segundo ele, as escolas alteraram o horário de início das aulas para não prejudicar os alunos, que precisavam acordar muito cedo, ainda na madrugada, para chegar à escola.


Por sugestão de Duarte, o presidente da Assembléia encaminhará em anexo ao ofício pedindo a realização de um plebiscito  manifestações de entidades contrárias a mudança, como  CRM-MS  (Conselho Regional de Medicina), Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação de Mato Grosso do Sul), ACP (Associação Campo-grandense de Professores) , Conselho Regional de Educação Física.


Em suas explanações, o petista aponta números de pesquisa na qual 51% da população de Campo Grande teriam se manifestado contrários a idéia.


"Sou radicalmente contra a mudança do horário, mas defendo o plebiscito, porque acredito que a população, maior interessada, é quem precisa definir sobre essa mudança". Com ALMS

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