Política
O índio kadwéu Euzébio batista da Cruz teve sua candidatura a vereador confirmada pela Justiça Eleitoral, por meio de um despacho do juiz Giuliano Martins, autoridade máxima do processo eleitoral em Porto Murtinho. Euzébio pertence ao PMDB, partido que está dividido na eleição local: o grupo ligado à cúpula municipal está no palanque do candidato tucano á reeleição, o prefeito Nelson Cintra, mas outra ala expressiva da sigla peemedebista se rebelou contra essa posição e faz a campanha de maneira independente.
A tentativa de excluir Euzébio é vista, por seus aliados, como demonstração de preconceito e também de perseguição política. O argumento utilizado pela direção municipal do PMDB para tirar Euzébio da disputa foi o de que a legenda já havia preenchido o limite máximo de candidaturas fixado pela legislação eleitoral. Euzébio recorreu dentro do seu direito e ainda foi beneficiado por uma decisão da Justiça eleitoral que cassou a candidatura de Carlos Eduardo de Oliveira Silva, o Kadu, fato que abriu uma vaga na coligação "PSDB e PMDB" e garantiu o nome do kadwéu entre os candidatos.
Euzébio é da Alves de Barros, uma das seis aldeias da reserva Indígena Kadwéu na Morraria da Bodoquena. Ele já foi vereador pelo PT. Agora, com o registro de sua candidatura reconhecido pela Justiça eleitoral, o povo kadwéu de Porto Murtinho tem dois patrícios concorrendo à Câmara Municipal. O outro é Guilherme, da mesma aldeia.
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