dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/12/2008 às 12:58
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Os tucanos ainda esperam o PMDB chegar a um consenso sobre qual nome apresentarão para a presidência do Senado, depois que o senador José Sarney (AP), o preferido da oposição e simpático ao Palácio do Planalto, anunciou que não quer o cargo. A senadora Marisa Serrano negou que o partido já esteja negociando com o candidato do PT, Tião Viana (AC), como foi noticiado na imprensa nacional.
"Na quarta-feira os vinte senadores do PMDB se reuniram e decidiram ter candidato. Então estamos esperando, como somos minoria", disse Marisa. O regimento do Senado diz que o partido com a maior bancada tem direito de indicar o presidente. O PMDB já comanda a casa, antes com Renan Calheiros (AL), forçado a renunciar após descoberto que recebeu propina de uma empreiteira, e agora com Garibaldi Alves (RN).
O problema é achar um candidato, entre tantos nomes qualificados do partido, mas sempre com alguma restrição. A oposição votaria de olhos fechados em Pedro Simon (RS), combativo e ético, mas os governistas não se arriscariam a entregar-lhe tanto poder sem garantia de que vá defender o Planalto. "Eu conversei com o senador Simon, ele me disse: olha, a mim não adianta ser candidato, sou muito independente, eles não aceitariam", conta Marisa.
Outro nome cogitado é do líder do partido, Valdir Raupp (RO). Esse, sim, governista convicto. Aí é a oposição que não sente entusiasmo em apoiá-lo. Seria o mesmo que eleger Tião Viana. E a imprensa nacional diz que é por aí que raciocina o tucanato. Nos bastidores já estaria sendo negociado com o petista a vice-presidência da Mesa, o segundo cargo mais importante.
Esse cargo, entretanto, é a oferta de Tião Viana a Valdir Raupp para ter o apoio do PMDB. Com isso Renan Calheiros teria caminho livre para se tornar líder da bancada e voltar a ter voz no partido, o que poderia ajudá-lo a recuperar sua imagem, destruída após o escândalo da propina.
Vigorando esse segundo arranjo, ao PSDB caberia a primeira-secretaria, no caso a chave do cofre do Senado, já que é o secretário quem controla o orçamento de R$ 2,7 bilhões do legislativo federal. Hoje o homem do cofre e Efraim Moraes, do DEM da Paraíba, e o nome cogitado para substituí-lo dentro de uma aliança com Tião Viana seria Marconi Perillo (GO), simpaticíssimo ao Planalto.
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