dothCom Consultoria Digital
Publicado em 02/01/2009 às 02:01
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A nota distoante da diferente solenidade de posse do novo prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman, seu vice Vanildo Neves e dos vereadores eleitos e reeleitos no pleito de 5 de outubro foi a apresentação de uma chapa encabeçada por Antonio Lemes de Resende, o Antonio da Coeso, para dirigir a mesa da Câmara em 2009.
A cartada do grupo eleito pela coligação de Odilon Ribeiro foi possibilitada pela quebra de acordo de Vicente Gaeta, do PT, que havia fechado questão, conforme reunião do partido, para apoiar a reeleição de Terly Garcia, da base de sustentação de Fauzi.
Com o nome de Gaeta apresentado como segundo secretário da chapa "União e Trabalho", sob vaia dos presentes, o líder do partido, Cipriano Mendes Costa, aproveitou tempo concedido pela mesa, ainda dirigida por Terly Garcia, para uma consulta. Diante da intransigência do companheiro de partido, Cipriano deixou evidente que o voto de seu colega, contra orientação do partido, pode resultar em ação visando a perda de mandato, por infidelidade partidária, como recomenda a lei.
Traição
A decisão de Vicente Gaeta foi interpretada por muitos, como um gesto de traição, uma vez que seu projeto de eleição foi sustentado pelo deputado federal Antonio Carlos Biffi, que tem apoiado incondicionalmente o novo prefeito de Aquidauana e foi trabalhado dentro da coligação de Fauzi.
Outro fato lembrado foi o empenho da assessoria jurídica da coligação vencedora das eleições, para legitimar a candidatura de Gaeta, quando esta correu riscos, após as eleições. O próprio Gaeta reconheceu que não teria sido diplomado não fossem os esforços dos advogados Douglas Melo e André Beda, que foram em Brasília fazer sua defesa.
Decepção e sinal
Entre os mais revoltados com o comportamento de Vicente Gaeta não faltaram sérios questionamentos sobre o que teria envolvido sua mudança de postura, contrariando orientação do partido. "Velhas e conhecidas práticas da política, sobejamente conhecidas e rechaçadas por políticos coerentes, teriam sido utilizadas, na surdina, nas últimas horas", lembrou uma eleitora de Gaeta, demonstrando sua decepção.
Como Fauzi Suleiman tem se revelado um estudioso da Bíblia e se confessa um apaixonado pela história de Moisés, talvez seja oportuno lembrar que Deus endureceu o coração do Faraó, não permitindo que ele desse liberdade ao povo de Israel, cativo em terras do Egito por 40 anos. Foi o último impecilho para o começo de um novo tempo.
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