dothCom Consultoria Digital
Publicado em 13/01/2009 às 18:33
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A cúpula do PSDB em Mato Grosso do Sul deve decidir nesta quarta-feira, o destino de dois correligionários - o vereador João Rocha e o deputado estadual Márcio Fernandes, acusados de "conspirar" contra o partido durante a eleição da Mesa da Câmara de Vereadores de Campo Grande.
O presidente do partido, deputado estadual Reinaldo Azambuja, confirmou a reunião da executiva na manhã desta quarta-feira, na sede do diretório regional.
Mesmo sabendo da orientação da executiva regional, que fechou questão em favor da candidatura do tucano Cristóvão Silveira à Mesa Diretora, Rocha resolver apoiar o vereador Paulo Siufi (PMDB), que acabou sendo eleito presidente da Mesa Diretora no começo do ano.
"Tem uma representação do Conselho Político, agora a executiva é que deve decidir se encaminha o caso para o Conselho de Ética ou não", declarou Azambuja, acrescentando que o partido, além do vereador, também analisará a situação de Márcio Fernandes, que confessou ter orientado Rocha a votar em Siufi.
A postura dos dois tucanos, portanto, acabou abrindo uma crise nos quadros da legenda, que está iminência de romper politicamente com o PMDB, liderado pelo governador André Puccinelli e pelo prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad.
A senadora Marisa Serrano (PSDB) já manifestou o desejo de seu partido em romper com o PMDB seguindo orientação nacional. O projeto dos tucanos é lançar candidato próprio à presidência da República atrelado ao DEM e PPS.
Há dias, o presidente regional do DEM, vice-governador Murilo Zauith adiantou que entre o final deste mês e início de fevereiro Campo Grande sediará um mega-encontro de líderes nacionais e regionais dos três partidos, incluíndo, os presidentes do DEM, PSDB, e PPS, Rodrigo Maia, Sérgio Guerra e Roberto Freire.
A mobilização é justamente para se discutir uma aliança com vistas à sucessão ao Palácio do Planalto. O PSDB tem como alternativas, os governadores José Serra (SP) e Aecio Neves (MG).
A principal reclamação no "ninho tucano" é que o PMDB não cumpriu o que prometera durante as eleições municipais de 2008, que seria apoiar um vereador do PSDB à presidência da Câmara, uma vez que o partido deixou de indicar o vice de Nelsinho Trad para contemplar o peemedebista Edil Albuquerque.
Historicamente, o PSDB sempre apoiou o projeto político do PMDB, e nesta parceria, já indicou por várias oportunidades o vice, como o caso de Oswaldo Possari, por duas vezes consecutivas, quando André Puccinelli foi prefeito, e Marisa Serrano, no primeiro mandato de Nelsinho Trad.
Derrotado na disputa pela presidência do Legislativo, Silveira não se cansa de lembrar, sempre que questionado pela imprensa, sobre esse pacto com os antigos aliados.
A queda de acordo pode provocar rupturas na base aliada de Nelsinho Trad na Câmara de Vereadores, que deve retomar as atividades no começo de fevereiro. Contudo, o próprio prefeito se diz aberto ao diálogo com os tucanos, embora sempre demonstre irritação com o fato de os aliados ameaçarem romper a aliança em projetos futuros.
Se decidir deixar a prefeitura, o PSDB terá de entregar a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação de Esporte.
Eleições 2026
Candidato a deputado estadual pelo PL participou de encontros nesta quarta-feira; ele apresentou propostas voltadas à geração de emprego e renda, investimentos e ampliação das oportunidades para a população da região
Reunião de alinhamento
Encontro reuniu equipes de diferentes áreas da saúde pública; profissionais discutiram integração, prevenção de riscos e demandas do município
Voltar ao topo