
O governador André Puccinelli está confiante que o engajamento da população, aliado aos investimentos públicos e privados, dão a Capital condições de ser uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014. "Vamos todos nos engajar. A Copa será vista por bilhões e bilhões de pessoas de todo o mundo", conclamou, em entrevista a uma emissora de TV na semana passada.
Ele destacou que a mobilização popular pode garantir mais investimentos e que os resultados do que for investido serão sentidos até depois do torneio.
O governador revelou que a Infraero já confirmou, por correspondência eletrônica, o tamanho da área para as obras de expansão do Aeroporto Internacional de Campo Grande. "Nós concordamos e vamos agora assinar um protocolo de intenções", anunciou. Com recursos próprios, o Estado vai desapropriar uma área de 1.581 hectares e ceder essa propriedade para a Infraero executar as obras, que tornarão a unidade duas vezes maior do que é hoje.
Previsto para se tornar um terminal industrial intermodal, o aeroporto vai ganhar adequações e melhorias também no transporte de passageiros. A garantia de execução do projeto é um dos pontos fortes de Campo Grande na disputa para sediar jogos da Copa. "Em 2014 o aeroporto estará concluído", destacou Puccinelli, que em reunião em Brasília nesta semana recebeu garantias de que o projeto executivo estará pronto para que as obras comecem em meados de 2010.
Da parte do governo do Estado, não faltarão obras de melhoria nas rodovias estaduais, como a já executada na MS-080. Já prevista nos planos de ação do governo, a recuperação da malha viária é mais um instrumento a favor da campanha pró-Copa 2014. "Todas as regiões, Norte, Sul, Leste e Oeste estão tendo recuperação", destacou o governador.
Esperado para começar a receber vôos regulares entre fevereiro e março, o aeroporto de Bonito, com novo receptivo, também conta pontos a favor da Capital.
A estimativa é de investimento entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão tanto para os equipamentos ligados diretamente aos jogos - como reforma do estádio - quanto para a infraestrutura urbana. "Já há recursos previstos nos orçamentos do Estado e da Prefeitura, e a iniciativa privada se incorpora a isso para termos as condições estruturais", disse André.