Política
O Brasil defenderá na cúpula do G20, nesta quinta-feira em Londres, o fim do protecionismo comercial como uma das principais soluções para a crise financeira internacional, segundo a opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil.
O encontro do G20, que reúne as maiores economias do mundo e os principais países emergentes, como o Brasil, tentará fechar ações concretas e coordenadas para reerguer a economia mundial.
Na avaliação de Christopher Wright, professor associado à LSE (London School of Economics), em Londres, o Brasil tem sido uma das vozes mundiais mais atuantes no combate ao protecionismo e vê na crise uma boa oportunidade para impulsionar a conclusão da Rodada Doha de liberalização do comércio internacional.
"Lula quer unir as discussões sobre a urgência de concluir Doha às propostas de soluções para a crise global", afirma o especialista.
Wright enfatiza que as ambições brasileiras deverão continuar encontrando barreiras nos Estados Unidos e na Europa, que já antes da crise impuseram obstáculos à conclusão da dodada.
"Com a recessão, fica ainda mais complicado reduzir os subsídios e proteções econômicas internamente. Quando os trabalhadores de um país pressionam para que seu governo os proteja, fica difícil argumentar por um mercado mais livre ou por menores barreiras", afirma Wright.
Em uma recente entrevista à BBC Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o protecionismo será um tema presente na segunda edição da cúpula. "A ameaça continua", disse o chanceler.
"Exortações contra o protecionismo não bastam. Precisamos de ações concretas. E a ação concreta que podemos tomar é a conclusão da Rodada Doha", disse o chanceler.
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