dothCom Consultoria Digital
Publicado em 04/04/2009 às 13:00
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O ex-governador Zeca do PT decidiu colocar na rua sua campanha pela presidência do PT. Após a Páscoa ele começa uma peregrinação por todo o Estado. Em cada cidade fará reuniões com petistas, pedindo apoio para as eleições internas do partido que acontece em novembro. Na mesma jornada Zeca quer contatar lideranças do PDT, PR e outros partidos, já visando a consolidação de uma aliança para retornar ao governo no ano que vem.
A decisão de se lançar em campanha foi tomada em reunião ontem à tarde, no escritório do ex-governador. Estavam presentes os deputados federal Vander Loubet e estadual Paulo Duarte, além de outros petistas do grupo. A análise é de que não dá para esperar um eventual acordo com o grupo do senador Delcídio do Amaral, o jeito é ir à campo e firmar posição dentro do partido. Embora o diálogo ainda possa acontecer.
Paulo Duarte acha muito complicado qualquer composição em torno do deputado Amarildo Cruz, atual presidente. Ele se elegeu graças a um acordo entre os grupos de Zeca e Delcídio. Deveria se manter neutro, mas passada a eleição, deixou claro sua preferência pelo senador. No grupo de Zeca há um consenso: Amarildo não é de confiança.
Outro ponto fraco do atual presidente do partido. Ele não teria a desenvoltura necessária para conduzir o PT em um ano eleitoral, negociar alianças, preparar a campanha do partido de forma que vença o governo e amplie as bancadas estadual e federal. Até porque Amarildo representa um pedaço do PT, portanto não falaria pelo partido todo.
A dificuldade é encontrar um nome de consenso, acima da disputa ferrenha que hoje divide o partido entre os grupos de Zeca e Delcídio. Enquanto isso não acontece, Zeca vai se firmando candidato. Amarildo também tenta o mesmo, já está em campanha com a ajuda de Delcídio. O senador tenta fechar um acordo entre as várias correntes do partido em apoio ao seu predileto, enquanto o próprio vai atrás dos filiados, que são quem vão decidir a eleição.
Governo
Ao mesmo tempo em que luta pela supremacia dentro do partido, Zeca costura sua candidatura ao governo. Já estaria encomendada uma pesquisa de opinião com instituto nacional para sondar o eleitorado. Os dados serão decisivos: se o cenário for favorável, não há o que discutir, o PT precisa ir com tudo para reconquistar o governo, dizem os aliados de Zeca. Se pairarem dúvidas sobre a vitória, ainda assim o partido precisa ter candidatura própria. Aliança com o PMDB estaria cada vez mais distante.
Zeca está disposto a fazer de tudo para ser candidato a governador. Só retira seu nome em favor de uma eventual candidatura de Delcídio do Amaral, o que até o momento sequer foi cogitado. Se por uma eventualidade perder a disputa interna, o ex-governador se afasta da política.
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