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Política

Geraldo diz que seu projeto é reeleição, mas pode ser Senado

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O deputado federal Geraldo Resende vai propor, no próximo encontro regional do PMDB, que a escolha dos candidatos ao Senado seja feita por meio de prévias, precedidas de uma ampla discussão envolvendo lideranças e filiados ao partido. Nessa condição, o parlamentar está disposto a colocar seu nome para uma candidatura a senador, desde que essa seja a vontade da região da Grande Dourados, englobando os municípios da fronteira e do cone-sul do Estado.


Segundo Geraldo Resende, ter uma representação no Senado é uma aspiração antiga da região. O deputado alerta, porém, que se não houver união das forças políticas, independente de siglas partidárias, a Grande Dourados corre o risco de ficar fora das chapas majoritárias que estão sendo montadas, inclusive sem a tradicional vaga de vice-governador.


O PMDB, afirma Geraldo Resende, é um partido com excelentes nomes para a disputa. Ele cita o deputado federal Waldemir Moka, atual presidente do PMDB; a prefeita de Três Lagoas Simone Tebet, herdeira política do falecido senador Ramez Tebet; o atual senador Valter Pereira, militante histórico do PMDB; e o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad. "São lideranças expressivas que podem compor com um nome oriundo da Grande Dourados, já que na próxima eleição vamos escolher dois nomes para o Senado", ressalta.


Particularmente, Geraldo Resende afirma que tem recebido apelos de lideranças de toda a região do Cone Sul e da Fronteira, em suas andanças pelo interior do Estado, para que seja o portador do desejo desses municípios de terem representação no Senado. Essa bandeira, segundo o deputado, leva em consideração o reconhecimento do trabalho que ele vem desenvolvendo não apenas em Dourados, mas em todos os municípios da Grande Dourados.


Para Geraldo, a aspiração é legítima e viável, já que metade do eleitorado sul-mato-grossense está nessa região. "É um apelo que nos comove porque também entendemos essa necessidade, e, se acaso a escolha dentro do PMDB for democrática, estou disposto a apresentar meu nome para agasalhar essa pretensão", explica o deputado, salientando, porém, que atualmente, seu principal projeto é a reeleição.


Caso realmente haja união das forças políticas e conscientização do eleitorado, na avaliação de Geraldo Resende, uma candidatura ao Senado oriunda dos municípios fronteiriços e do cone sul do Estado é perfeitamente viável eleitoralmente. Ele cita a votação expressiva obtida pelo ex-vice-governador Egon Krakhecke, que foi candidato a senador em 2006.


Geraldo lembra que a Grande Dourados tem marcado presença nas chapas majoritárias com a eleição do vice-governador, sendo representada anteriormente por George Takimoto, Braz Melo, Egon Krakhecke e agora por Murilo Zauith. Avalia, porém, que o risco de perder essa representação pode ser revertido. "Ainda é tempo de nos unir para somarmos a essa conquista, a candidatura ao Senado", conclui o deputado.

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