dothCom Consultoria Digital
Publicado em 22/06/2009 às 10:26
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Nesta semana, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) se reunirá com a diretoria da Petrobras para discutir problemas relativos à importação do gás boliviano.
A Petrobras na pratica, está usando um mecanismo de transferência para subfaturar o preço na revenda, o que prejudica Mato Grosso do Sul.
Isso porque o Estado recebe o ICMS por todo produto que entra no País através de Corumbá (426 km de Campo Grande). Hoje, entram no Brasil, via Corumbá, 25 milhões de metros cúbicos por mês. Antes, eram 31 milhões.
Delcídio, que já foi diretor de Gás e Energia da Petrobras, discutirá também o volume de importação, que caiu muito nos últimos meses, devido à crise econômica mundial.
O senador espera encaminhar uma solução sobre o assunto até o final de julho. "Estamos sendo parceiros e queremos uma contrapartida", ressaltou.
De acordo com o governador André Puccinelli (PMDB), em outubro de 2008, Mato Grosso do Sul recebia R$ 406 milhões de ICMS, sendo 93,6 milhões do gás boliviano. Foram 31 milhões de m³ de gás natural, comprados a R$ 3,02.
"Aí, eles fecharam a torneira e baixaram para 19 milhões de m³ de gás natural, ficou a R$ 57,6 milhões", reclama o governador.
Hoje, com a importação de gás natural, o Estado recebe R$ 42 milhões.
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