dothCom Consultoria Digital
Publicado em 11/09/2009 às 10:51
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
Se cumprir a promessa de votar contra a aliança nacional entre PMDB e PT sobrará cobranças e arrependimento para os peemedebistas de Mato Grosso do Sul. É o que pensa o candidato e, conforme projeções petistas, futuro presidente regional do PT em Mato Grosso do Sul, o ex-vereador por Paranaíba Marcus Garcia, conhecido como Marquinho.
Em recente entrevista à imprensa, o presidente regional do PMDB, deputado federal Waldemir Moka esclareceu que caso os petistas de Mato Grosso do Sul não apoiem André Puccinelli (PMDB) que tentará se reeleger, os delegados do PMDB devem votar contra a aliança nacional com o PT na convenção prevista para junho.
A aliança entre PMDB e PT beneficia a ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, provável presidenciável petista nas eleições de 2010. "Se eles votarem contra, algum ônus haverá. Sem resposta não ficarão", prevê Marquinho.
Para o petista, o PMDB de Mato Grosso do Sul tem que levar em conta que o governo Luiz Inácio Lula da Silva é generoso com o governo do Estado. Na análise de Marquinho, se votarem contra a aliança estarão, na verdade, atingindo, não o PT local, mas sim Dilma que tem contribuído com MS.
Dilma Rousseff é chamada de fada madrinha de Mato Grosso do Sul por André Puccinelli que com freqüência demonstra gratidão à ministra, sobretudo, pela inclusão de obras no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
André nunca escondeu a simpatia por Dilma Rousseff, mas não consegue aproximação com os petistas em Mato Grosso do Sul. É que o partido organiza a candidatura do ex-governador Zeca do PT que deverá concorrer com André.
Ontem, durante evento, que oficializou a candidatura de Marquinho como consenso à presidência do PT, Zeca reafirmou que sua candidatura é irreversível e, mais, deu mostras de que o debate com o hoje governador e antigo rival será acalorado.
Disse, por exemplo, que aposta no 'voto do chifre'. A expressão criada pelo governador nada mais é, segundo ele, o voto de cabos eleitorais de André Puccinelli (PMDB). "A máquina não me assusta, eles vão pegar o dinheiro do André e votar em mim. Esse é o voto do chifre", disse.
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