dothCom Consultoria Digital
Publicado em 24/09/2009 às 09:47
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
A senadora Marisa Serrano (PSDB) afirma não ter qualquer relação com a possível saída do deputado estadual Márcio Fernandes do PSDB. A desfiliação do deputado é atribuída a um suposto desentendimento com a senadora que estaria cooptando as bases eleitorais do tucano no interior para favorecer a candidatura de seu primo, Márcio Monteiro, a uma vaga na Assembleia.
"Isso não tem o menor sentido. Eu sequer tenho percorrido o interior do Estado", afirmou a senadora por telefone na noite de ontem. Ao contrário dos boatos, ela assegura não ter tido qualquer briga ou discussão com o deputado. Para a tucana, se de fato Márcio Fernandes sair do partido será por outros motivos.
Como tem uma relação muito próxima com o governador André Puccinelli (PMDB), Márcio estaria à procura de um abrigo que lhe garantisse estar no mesmo palanque que ele no ano que vem. E como no PSDB existe a tese da candidatura própria, o ninho tucano deixou de ser confortável para ele.
Marisa reforça sua tese relembrando um episódio ocorrido no dia 8 de maio de 2009, no evento de inauguração do Trem do Pantanal, em Campo Grande, com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Na ocasião, Márcio teria comunicado à Marisa e ao presidente regional do PSDB, deputado estadual Reinaldo Azambuja, que como o PSDB ainda não havia decidido se ficaria com André, já estava em busca de outro partido que lhe desse a certeza de aliança com governador em 2010.
"Tanto eu quanto o Reinaldo dissemos a ele que seguisse o caminho que julgasse melhor", relembra.
Marisa cita ainda que a questão da sobrevivência política também pode ter levado o deputado a repensar sua permanência no PSDB. "Ele pode estar procurando um partido menor para ter mais chances de se reeleger", analisa.
Márcio se elegeu deputado estadual com 9,7 mil votos pelo pequeno PRTB. Na mesma eleição, Reinaldo Azambuja recebeu pouco mais de 47 mil votos, a maior quantidade daquele pleito.
Enquanto os boatos correm, Márcio Fernandes permanece calado sobre a possível mudança de partido. "Só me pronuncio no dia 29", resumiu.
Porém, deputados do PSDB confirmaram após sessão de ontem que o parlamentar comunicou à bancada que sua decisão é irreversível. Também ontem, Márcio foi convidado para se filiar ao Democratas, mas não deu qualquer resposta.
O PSDB integra o chamado BDR (Bloco Democrático Reformista) composto ainda por DEM e PPS. As três legendas fazem parte da base de sustentação política de André Puccinelli.
O plano A do grupo é apoiar a reeleição de André, mas internamente eles se organizam para lançar candidato. O bloco só não fica com André se ele se aliar aos petistas e apoiar Dilma Rousseff em vez do presidenciável tucano ou se a negociação de espaços não for vantajosa para o grupo.
Eles pleiteiam duas vagas na chapa majoritária, a vice-governadoria e o Senado.
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