dothCom Consultoria Digital
Publicado em 16/11/2009 às 11:18
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira em seu programa de rádio que espera que os líderes mundiais da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico adotem um compromisso básico de redução de gases de efeito estufa para levar à reunião das Nações Unidas sobre o clima em Copenhague em dezembro. Reunidos no fim de semana em Cingapura, os líderes da Apec (na sigla em inglês), entre eles Estados Unidos e China, decidiram adiar a tarefa de alcançar um acordo para o clima. Houve uma avaliação por parte na reunião de cúpula de que seria irrealista esperar que um pacto completo, legalmente compulsório, seja negociado de agora até o encontro de Copenhague.
A reunião, cercada de expectativa quanto a decisões que reduzam o aquecimento global, será entre 7 e 18 de dezembro. Lula disse durante o programa que estará na capital dinamarquesa nos dias 16 e 17 do mês que vem.
"Eu espero que a decisão da Apec, que não avançou com a participação de Estados Unidos, de China e de outros países, em Copenhague, (que) eles consigam avançar para no mínimo assumir alguns princípios básicos para que a gente consiga diminuir o gás de efeito estufa", disse Lula no programa semanal de rádio "Café com o Presidente".
As negociações andam atoladas em impasses, com os países em desenvolvimento acusando o mundo rico de não fixar para si metas suficientemente altas de redução das emissões de gases estufa até 2020. A posição dos 21 países-membros da Apec é crucial para a reunião do clima, pois o grupo é responsável por cerca de 60 por cento das emissões.
No sábado, Lula se reuniu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, quando anunciaram decisão conjunta de pressionar os Estados Unidos e a China a se comprometerem com metas para o clima. Segundo declaração conjunta, cobram que até 2050 os países industrializados reduzam as emissões de gases causadores do efeito estufa em pelo menos 80 por cento ante os níveis da década de 1990.
Cerca de 40 ministros se reúnem em Copenhague nesta segunda-feira em uma reunião prévia à cúpula global. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que chefiará a delegação brasileira em dezembro, expõe no encontro o compromisso do Brasil de cortar as emissões de CO2 de 36,1 a 38,9 por cento até 2020, anunciado na sexta-feira.
"O Brasil por conta própria, tomou uma decisão que eu acho extremamente importante", afirmou Lula no programa de rádio.
Cerca de 20 por cento da redução de emissões virá da diminuição do desmatamento na Amazônia, que foi reduzido ao menor nível em 21 anos no levantamento divulgado na semana passada.
"Uma demonstração extraordinária de que as coisas estão dando certo. E nós vamos continuar trabalhando para que dê mais certo ainda."
APAGÃO
Em relação ao apagão que atingiu 18 Estados brasileiros na última terça-feira por cerca de cinco horas, Lula reiterou que apenas com uma investigação detalhada é possível afirmar os motivos que levaram ao corte de energia, rechaçando as conclusões da "turma do eu acho".
"Olha, nós sabemos que tem a turma do eu acho, todo mundo agora quer encontrar um culpado. O presidente da República, com muita cautela, tem que esperar que haja toda a investigação possível para que a gente possa, quando anunciar à opinião pública definitivamente, a gente tenha a verdade e somente a verdade para informar ao povo brasileiro", disse.
Eleições 2026
Candidato a deputado estadual pelo PL participou de encontros nesta quarta-feira; ele apresentou propostas voltadas à geração de emprego e renda, investimentos e ampliação das oportunidades para a população da região
Reunião de alinhamento
Encontro reuniu equipes de diferentes áreas da saúde pública; profissionais discutiram integração, prevenção de riscos e demandas do município
Voltar ao topo