dothCom Consultoria Digital
Publicado em 08/01/2010 às 10:55
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55

Governando o Estado interinamente nas férias do governador André Puccinelli (PMDB), o vice Murilo Zauith (DEM), recebeu sem surpresa a notícia de que o titular do posto pode ter fechado um acordo para votar a favor da aliança pró-Dilma Rousseff na convenção peemedebista em junho.
Ao contrário da senadora Marisa Serrano (PSDB) que criticou o suposto trato, Murilo não vê qualquer prejuízo à relação entre André e o BDR (Bloco Democrático Reformista) do qual fazem parte PSDB, DEM e PPS.
"Não atrapalha nada. André precisa se articular dentro do PMDB. Ele está negociando a reeleição dele. Tem que fazer o jogo que for melhor para atingir este objetivo", avalia o vice-governador.
A notícia que gerou reações no meio político de Mato Grosso do Sul foi divulgada pela revista Veja em coluna assinada por Lauro Jardim. O colunista informa que a cúpula do PMDB teria selado um acordo com André Puccinelli segundo o qual ele votaria a favor da aliança com o PT na convenção nacional em junho.
"Puccinelli poderá fazer a aliança que quiser e terá apoio da direção nacional do PMDB. Em troca, votará a favor da aliança pró-Dilma no diretório nacional. A fórmula pode se repetir em outros estados", afirma o colunista. André estava propenso a votar contra a aliança nacional porque localmente terá Zeca do PT como adversário.
Se estivesse no lugar de André, Murilo aceitaria tal acordo. Tudo para atingir seu objetivo que é de se reeleger em outubro. "A tendência do André é caminhar conosco [BDR] o que ele fizer na convenção nacional não muda as coisas aqui", mencionou.
Nacionalmente, o BDR tem como objetivo eleger o candidato tucano (provavelmente o governador de São Paulo, José Serra) à presidência da República. Mas, Murilo não acha que o resultado da convenção será desfavorável às pretensões tucanas.
"Ainda que tenha o voto do André ou de outras lideranças, a aliança entre PMDB e PT não passa na convenção. O partido está muito divido", acredita.
De fato, a aliança com o PT está longe de ser consenso no PMDB. Além das diferenças regionais entre os dois partidos, o PMDB é dividido internamente. Há quem prefira candidatura própria. Outro grupo defende aliança com José Serra.
Um dos principais articuladores da aliança pró-Dilma no PMDB é o presidente da Câmara Federal, Michel Temer. Ele é cotado para ser indicado a vice de Dilma, mas o presidente Lula já sugeriu que ao invés de um nome o partido apresente uma lista tríplice.
"O Michel não é o vice que o PT quer. Acho que o Serra deve colocar as barbas de molho. O vice de Dilma vai ser o Ciro Gomes [PSB]", aposta Murilo.
Candidatura ao Senado
Murilo é pré- candidato ao Senado pelo BDR e afirma que quer contar com o apoio do governador André Puccinelli para se eleger. "A ajuda dele é muito importante no somatório", avalia.
Murilo já quis concorrer ao Senado em 2006, mas acabou adiando seu projeto em favor de Marisa Serrano. Agora, ele garante que vai disputar.
O vice-governador também disputou as eleições de 2008 quando concorreu à prefeitura de Dourados. O pleito teve como vencedor o pedetista Ari Artuzi. / foto por:Edemir Rodrigues
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