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Política

Delcídio lamenta morte de matriarca de Furnas de Dionísio

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O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) disse nesta terça-feira, 12 de janeiro, que a morte de Ana Batista da Silva, conhecida como "Tia Ciana", matriarca da comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, representa uma grande perda para Mato Grosso do Sul e o Brasil.


"Recebi, com tristeza, a notícia da morte da nossa querida Tia Ciana, que tive o privilégio e a honra de conhecer durante visita a Furnas do Dionísio. Naquele encontro, pude compreender a dimensão da importância de Tia Ciana para a comunidade, por representar suas tradições e sua luta por dignidade, respeito e justiça. Percebi que Tia Ciana era uma mulher que liderava não só pelo conhecimento, mas também pelo carinho com que recebia a todos. Uma bondade extrema, um carisma extraordinário. Ela nos deixa uma história de luta e de vida, que vai nos inspirar sempre e serve de exemplo para Mato Grosso do Sul e o Brasil", afirmou o senador.


Ana Batista da Silva tinha 101 anos e morreu sábado, vítima de causas naturais. Ela era neta de Dionísio Antônio Vieira, ex-escravo que veio de Minas Gerais em 1890 e fundou a comunidade na zona rural do município de Jaraguari, a 65 km de Campo Grande.


Em Furnas do Dionísio vivem hoje 92 famílias que se sustentam com o cultivo da terra e a criação de animais. A produção de mandioca, cana-de-açúcar e derivados é a principal fonte de subsistência e renda da comunidade. O excedente é comercializado no Ceasa ou vendido a visitantes. Os moradores ainda mantêm hábitos antigos, trazidos pelos primeiros habitantes, como a dança da catira, a prática de rezas e a realização de quermesses.

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