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Política

PDT usa escândalo de corrupção como motivo para expulsar Artuzi

Segundo o deputado federal Dagoberto Nogueira, presidente estadual do PDT, Artuzi desrespeitou a convenção do partido

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Aproveitando-se o escândalo de corrupção que ganhou espaço até na mídia nacional e internacional, a cupula do PDT decidiu expulsar o prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), preso pela Polícia Federal sob acusação de comandar uma quadrilha que desviava dinheiro dos cofres públicos.

Na prática, o partido já tinha intenção de expulsar o prefeito alegando infidelidade partidária, uma vez que Artuzi preferiu apoiar o governador André Puccinelli (PMDB), enquanto o partido trabalha para eleger o ex-governador Zeca do PT.

A expulsão de Artuzi foi decidida por unanimidade pela Executiva Estadual do partido, que dissolveu também o Diretório Municipal de Dourados e nomeou uma comissão provisória para reorganizar o partido na cidade.

De acordo com o presidente estadual do PDT, deputado federal Dagoberto Nogueira, que é candidato ao Senado na coligação “A Força do Povo”, três questões pesaram na decisão da executiva: a de que Ari Artuzi é réu em processo crime com denúncia recebida pelo Tribunal de Justiça; as novas evidências de corrupção divulgadas nos últimos dias pela imprensa de todo o País e, por último, um grave ato de indisciplina partidária.

Dagoberto explicou que Artuzi desrespeitou a convenção do PDT, “instância máxima do partido, que decidiu seguir a convenção nacional e apoiar Dilma para presidente e, em Mato Grosso do Sul, Zeca do PT para governador”.

“Ari Artuzi traiu o partido e apoiou publicamente os nossos adversários, tanto candidatos a deputado como senador e governador.

Após tomarmos conhecimento dos graves acontecimentos registrados na prefeitura de Dourados, que levaram a prisões e a divulgação de imagens chocantes, que envergonharam nosso Estado, a executiva do PDT se reuniu e decidiu pela expulsão de Artuzi”, disse Dagoberto.

Artuzi e 27 pessoas foram presos, na semana passada, durante a operação Uragano desencadeada pela Polícia Federal para desmontar um esquema de corrupção em Dourados, a partir de denúncias do jornalista Eleandro Passaia, chefe de Governo e secretário de Comunicação Social da prefeitura.

Durante as investigações, a Polícia Federal constatou, através de gravações, que era uma prática comum empresas pagarem propinas ao prefeito e secretários municipais.

Parte do dinheiro, desviado também do Hospital Evangélico, era repassada a vereadores de Dourados.

“Nossa história é de coerência política, de formação republicana e sempre ao lado do trabalhador. Não poderíamos jamais nos isentar da postura adotada pela Executiva Estadual", ponderou Dagoberto que, nessa quinta-feira (8), cumpriu agenda em Dourados junto com Zeca do PT.

O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul e Dagoberto estiveram com o delegado da Polícia Federal, Bráulio Gallone, que conduziu a operação Uragano. As investigações já foram encerradas e o inquérito encaminhado ao MPE (Ministério Público Estadual).

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