O sigilo no processo da Operação Uragano, que revelou esquema de pagamento de propina em Dourados, foi restabelecido ontem após solicitação da defesa do prefeito afastado Ari Artuzi (ex-PDT).
O segredo de justiça quanto ao processo que denunciou 60 pessoas por corrupção – dentre vereadores, secretários municipais e empresários - havia sido revogado na quinta-feira pela juíza da 1ª Vara Criminal de Dourados, Dileta Terezinha Thomaz.
Artuzi não está entre os denunciados à justiça de Dourados porque tem foro privilegiado, portanto o processo contra ele corre, em segredo de justiça, no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
“A prova de lá é a prova de cá. O sigilo do [processo] do Artuzi fica prejudicado”, justifica o advogado Carlos Marques, que atua na defesa do prefeito afastado. De acordo com Marques, ambos os processos têm como base as mesmas informações.
Ontem, a petição da defesa de Artuzi foi aceita pelo desembargador Carlos Eduardo Contar, que determinou o retorno do sigilo. A operação foi realizada pela PF (Polícia Federal) no dia primeiro de setembro.
Ari Artuzi, que está preso desde primeiro de setembro em Campo Grande, foi transferido da 3ª Delegacia de Polícia Civil, no bairro Carandá Bosque, após sofrer ameaças de morte.