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Política

Aliados podem se confrontar na disputa por mandato tampão em Dourados

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A prefeita em exercício de Dourados, vereadora Délia Razuk (PMDB), sinalizou nesta quarta-feira o desejo de disputar a prefeitura na eventualidade de a Câmara de Vereadores do município cassar os mandatos do prefeito afastado Ari Artuzi (sem partido) e do vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR).

"Se eles forem cassados me coloco a disposição do meu partido", declarou Délia, pela manhã, em entrevista ao programa Bom dia MS, da TV Morena.

O gesto da vereadora, no entanto, pode provocar uma disputa interna dentro do PMDB, uma vez que outros correligionários, como os deputados federais reeleitos Geraldo Resende e Marçal Filho, podem se manifestar interessados em assumir o mandato tampão a partir da cassação de Artuzi e Cantor.

De certo modo, qualquer candidatura peemedebista pode provocar uma disputa entre aliados, até porque as principais lideranças do DEM apontam como provável candidato à prefeitura douradense o vice-governador Murilo Zauith, presidente regional da legenda, que recebeu expressiva votação na corrida para o Senado nas eleições de outubro.

A advogada Tatiane Ujacow (PV), que disputou o cargo de vice na chapa do ex-governador Zeca do PT, derrotado pelo governador André Puccinelli (PMDB) no primeiro turno das eleições, também é uma das alternativas.

Mergulhada num caos administrativo, como ela mesma definiu na entrevista à emissora de televisão, Délia assumiu a prefeitura no dia 8 de outubro por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul de acordo com a linha sucessória estabelecida pela Constituição, em lugar do juiz Eduardo Machado Rocha, que ficou 34 dias à frente do cargo após o afastamento de Artuzi, preso acusado de corrupção.

O juiz também confirmou que poderá disputar a prefeitura, porém, em 2012, quando haverá eleição para escolha de prefeitos e vereadores em todo o país.

Favoritismo

Apesar do desejo dos peemedebistas em postular o cargo, o próprio André Puccinelli sinaliza em apoiar a candidtura de Murilo, que obteve 512.119 votos nas eleições para o Senado, ou 21,61% do total apurado, numa disputa acirrada contra o deputado federal Waldemir Moka (PMDB), que conquistou a segunda vaga com 544.933 voto, 23% do total.

A outra vaga ficou o com senador Delcídio do Amaral (PT), reeleito em primeiro lugar com 826.848 votos, ou 34,9%.

Apesar de não conseguir se eleger por uma série de fatores, o democrata foi a grande sensação da campanha deste ano e conta com o apoio das principais lideranças políticas douradenses.

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